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10/09/17 07:00 - Tribuna do Leitor

Querem separar os homens das mulheres

Abel Fernando Marques Abreu - O autor é delegado de polícia aposentado, jornalista, Conselheiro da Beneficência Portuguesa e colaborador do JC.

Estamos vivendo dias muito complicados pelas exigências das pessoas em relação às outras. Afinal, respeito é muito bom e deve ser exercido cotidianamente para possibilitar um convívio salutar entre as pessoas.

Mas, vez ou outra, a imprensa traz denúncias que nos deixam estarrecidos e perplexos. Vejam esta: num ônibus que transitava na av. Paulista em São Paulo, Diego Ferreira de Morais, reincidente, acabou por masturbar-se no interior do coletivo e ejacular no pescoço de uma passageira. É um descalabro. O criminoso, insano, teria que ser preso naquele ato e encaminhado para um presídio de recuperação mental, pois a violência praticada pelo mau comportamento do acusado, causou constrangimento público à inocente moça a vítima além de ter cometido um ato nojento que jamais poderia ter acontecido. E o pior: onde estavam os demais passageiros que assistiram a tudo sem qualquer reação que impedisse aquele gesto criminoso? Covardes. Estou estupefato. E mais, o juiz determinou a soltura do acusado, que logo depois foi preso por reincidir.

É o fim, pois o criminoso é portador de um longo histórico de abuso sexual e S. Exa., muito embora tenha tomado a decisão dentro dos limites que lhe são assegurados, depois de ouvir o Ministério Público que foi favorável ao relaxamento da prisão de Diego entendo, respeitando todas as eventuais opiniões contrárias que esse juiz deveria voltar aos bancos acadêmicos.

A decisão dele foi uma afronta ao Código e ao judiciário. Posto isso a decisão de liberar o acusado, transgressor dos bons princípios e dos bons costumes, foi infeliz e é por isso que no Brasil campeia a intolerância e a impunidade. Não adianta, agora, alguns órgãos virem a público dando apoio à decisão judicial. Somos pacíficos, mas chegamos a entender que certas pessoas precisam ser corrigidas pelo linchamento. É o caso. Mas, voltarmos aos tempos da Pena de Talião, seria um retrocesso. Todavia, um violador, assim, das normas sociais e penais, não pode viver numa sociedade como a nossa que apesar de corrompida ainda não permite e é avessa a esses abusos, graças a Deus. Não se discute aqui a tipificação do crime cometido que precisaria ser estudada mais profundamente: abuso sexual, ato obsceno, estupro, atentado violento ao pudor ou o que seja.

Por essas e outras é que no Rio de Janeiro (tinha que ser lá) criaram vagões de passageiros exclusivamente para mulheres, num estado de falência total dos bons costumes e do respeito aos semelhantes, segundo o Globo News de umas semanas atrás.

Por que separar as mulheres da convivência masculina? Segundo a Bíblia, em Gênesis, Deus criou o homem e disse: "Não é bom que o homem esteja só. Eu vou dar-lhe uma auxiliar à sua imagem e semelhança". E assim foi feito. Adão passou a ter o convívio de Eva. Por que agora querem separar o que Deus juntou?

Este mundo está mesmo perdido. Os valores, liberdade, justiça, direito e verdade, não podem ser desvinculados das limitadas e trágicas continências humanas. Na realidade, houve algum progresso nas relações humanas e no aprimoramento formal das instituições, todavia, isto não possibilita aos desajustados, transgredirem os usos e costumes tradicionais que tanto contribuíram para a nossa formação.

Apesar de tudo, são tantas as normas jurídicas existentes na modernidade que do jeito que as coisas andam as mulheres não podem nem mais ser olhadas pelos homens, pois isto pode caracterizar algum deslize legal, chegando ao cúmulo de afastar os homens das mulheres, que, sendo assim, seriam condenadas a morrer solteiras à falta de afagos, elogios e até alguns carinhos, pois isto pode caracterizar um assédio que a lei não permite o que não quer dizer que certos homens, desajustados, possam exercer atos desairosos ou libidinosos contra o sexo feminino, sem o seu consentimento.

É por tudo isso que a cada dia os homens passaram a ser mais assediados. Meu Deus, acuda-nos!





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