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10/09/17 07:00 - Tribuna do Leitor

O Dia D não aconteceu na Normandia

Faukecefres Savi, advogado e blogueiro (www.fsavi.com)

Em livro recém saído da editora, o historiador patrício Rodrigo Trespach nos brinda com excelente texto sob título HISTÓRIAS NÃO (OU MAL) CONTADAS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, tema que apesar dos 72 anos que se passaram desde 1945, continua rendendo.

O mundo todo sempre assumiu que a II Guerra começou a acabar com a invasão aliada nas praias da Normandia, na França, pelos americanos e ingleses, em 1944. O autor, entretanto, aborda o tema sob outro viés e afirma que o lance capital que enfraqueceu os alemães ocorreu muito antes, na Rússia, quando derrotados na batalha de 3 anos em Stalingrado, em 1942/43.

Como Napoleão o fizera em 1812, os alemães chegaram às portas de Moscou, sem sucesso porém. Foram três anos de violentos combates, assassinatos, sabotagens e ausência de qualquer senso de humanidade. Os alemães orientados a aniquilar a Rússia e seu povo, e estes dispostos a resistir até a última gota de sangue.

Segundo o autor, a derrota em Stalingrado foi tão significativa que os alemães jamais conseguiram retomar a iniciativa de grandes ofensivas. Somente em Kursk em 1943, após Stalingrado, os alemães perderam 8 mil tanques, na maior batalha de blindados da história. As perdas humanas foram astronômicas. Em Stalingrado, 250 mil alemães pereceram, contra 400 mil de baixas soviéticas.

No dia D na Normandia, dos 175 mil desembarcados, "apenas" 4.900 soldados morreram no dia 6 de junho. Quando o conflito armado teve fim em 1945, cerca de 4,7 milhões de soldados alemães haviam morrido em batalhas e mais 475 mil morreriam nos cativeiros. Nada menos que 90% dos soldados alemães mortos na II Guerra haviam perecido nos combates com os russos.

Apesar de tudo, quem pagou o maior preço foi a então União Soviética: estimativas citadas pelo autor apontam que 27 milhões de pessoas morreram, dos quais 18 milhões eram civis. Isso equivalia a 14% da população total da Rússia. As baixas da França, Inglaterra e Estados Unidos, somadas, não alcançaram 1,5 milhão de vidas. Os americanos perderam menos que 0,4% de sua população. Na parte material, as perdas russas foram majoritárias: 1.710 cidades total ou parcialmente destruídas, quarenta mil hospitais, 84 mil escolas, e 43 mil bibliotecas.

O conhecimento de números tão aterrorizantes nos leva a meditar sobre o que se passa hoje na escala internacional, entre os USA e a Coréia do Norte, e a possibilidade, cada vez mais concreta, que um ato insano de qualquer das partes, venha a desandar em novo conflito, já este em nível nuclear, significando poder de destruição absurdamente maior.

Há que se rogar ao Todo Poderoso que influencie os que detém o poder, sobre as terríveis conseqüências para toda a humanidade, hoje sob risco, por motivos que ainda não ficaram suficientemente esclarecidos, sob o que realmente se passa. Até que ponto o ditador coreano arriscaria a deflagração de uma guerra, que fatalmente perderia, implicando em que seu jogo de cena busca obter uma posição vantajosa em acordos internacionais.

Queira Deus seja isso...





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