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13/01/18 07:00 - Opinião

A capacidade humana de sonhar

Oscar D'Ambrosio

Se você gostou de "La La Land", vai provavelmente também admirar "O Rei do Show", uma cinebiografia com ampla liberdade de P. T. Barnum, Phineas Taylor Barnum (1810-1891), um showman e empresário do ramo do entretenimento norte-americano, lembrado principalmente por promover uma mistura de circo, zoológico e apresentação de freaks.

Anões, mulheres barbadas, negros e homens muito altos e muitos gordos, entre outros personagens que ele encontrava, desenvolvia ou inventava, tornaram Barnum uma lenda, assim como a turnê que protagonizou pelos EUA da cantora lírica Jenny Lind, conhecida como a Rouxinol Sueca.

Se você não gostou de "La La Land", também não deve apreciar este filme, dirigido pelo estreante Michael Gracey e com músicas dos mesmos autores da trilha sonora original do filme que reinventou os musicais americanos no ano passado. Está ali o mesmo tom adocicado e a presença marcante da percussão em algumas melodias.

Veja o filme por quatro razões: (1) uma marcante cena de abertura; (2) uma defesa permanente da capacidade humana de sonhar; (3) a possibilidade do filme servir como base para a discussão do respeito à diversidade; e (4) a cena em que o casal protagonista (Hugh Jackman e Michelle Williams) canta e dança junto a varais de lençóis pendurados. E bom 2018! Com muitos sonhos!

O autor é doutor em Educação, Arte e História da Cultura e Mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, onde atua na Assessoria de Comunicação e Imprensa.





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