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14/02/18 07:00 - Opinião

Com amor, Van Gogh

Oscar D'Ambrosio

Faça uma enquete rápida com as pessoas que estão ao seu redor e na sua lista de e-mail ou WhatsApp: quem é o maior pintor de todos os tempos? Provavelmente Van Gogh será o vencedor. Indague agora as mesmas pessoas qual é o quadro que conhecem dele. Talvez já exista maior dificuldade para responder.

A brincadeira serve apenas para mostrar que, para muitos, o mito Van Gogh é maior do que a sua obra. O fato de ter vendido apenas um quadro em vida, de ter cortado parte da orelha e entregue a uma prostituta e a de ter dado um tiro contra si mesmo e ter demorado para morrer só aumentam essa aura divina.

O filme de animação 'Com amor, Van Gogh', nesse contexto, traz uma fala genial. Perante a obsessão de um jovem, filho do carteiro que mandava as cartas de Vincent ao irmão Theo, de descobrir as circunstâncias da morte do pintor, ele ouve: por que se preocupar tanto com a morte dele e pouco com a vida?

Esse é o grande ensinamento do filme, que concorre ao Oscar de Animação. Feito a partir de trabalhos a óleo de 100 artistas, traz, cena a cena, o estilo de pintar do artista holandês. Somos levados assim aos cenários que ele pintou e às pessoas reais que imortalizou em seus quadros. Os diretores e roteiristas Dorota Kobiela e Hugh Welchman fazem um trabalho inesquecível: com técnica e amor.

O autor é doutor em Educação, Arte e História da Cultura e mestre em Artes Visuais, atua na Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unesp.





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