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05/12/18 07:00 - Tribuna do Leitor

Jornalismo através dos tempos

Luciano Dias Pires

Amigo Jabbour. Muito boa, muito boa mesmo, a sua crônica do último domingo, sob o título de "Quando o ontem vira hoje". Sou jornalista ainda do tempo da chegada do linotipo, que veio substituir o trabalho que era executado por meio da catança dos tipos, diretamente das caixas quadriláteras, para a formação das palavras, das frases etc.

No desenvolvimento desse trabalho, depois vinha a confecção das chapas, inclusive com os clichês e a inserção dos textos publicitários. Em toda essa movimentação figuravam o catador dos tipos, o formista, o cortador de papéis e, finalmente, o que cuidava da impressão. Lembramos que com a chegada do linotipo, reclamações surgiram à época, pois achavam que muita gente iria ficar desempregada.

Mas, a mudança foi total. O computador e a internet deram outra feição ao trabalho do jornalista. As gigantescas impressoras, com um simples aperto de um botão, em pouco tempo imprime milhares de exemplares.

Praticamente fui criado em tipografias, hoje gráficas e, por isso, sou uma testemunha ocular do jornalismo. Lembro, perfeitamente, de antigos órgãos da imprensa bauruense, a exemplo do Jornal do Interior (de Octávio Pinheiro Brisolla); da Folha de Bauru (de José Lúcio da Silva), depois vendida a Nicola Avallone Júnior e posteriormente transformada no Diário de Bauru; da Folha do Povo, do Paulino Raphael; do Correio da Noroeste, de José Fernandes; de A Verdade, de Nilson Costa e de Broncolino; da Gazeta Paulista, de Antônio Bortone, e de A Notícia, de Cecílio Abrahão (nestes dois últimos atuei como jornalista responsável).

Mas foi em 1974 que tive a ideia de lançar um jornal mensal, inteiramente dedicado aos lances históricos da nossa querida Bauru. Isso aconteceu em uma época difícil para a imprensa brasileira, mas com o indispensável apoio da gente bauruense consegui transformar o BI em um influente órgão que não deixa a história se perder.

Nesta caminhada do BI, é justo destacar o indispensável apoio do JC que, mesmo sem qualquer tipo de propaganda, se responsabilizou pela circulação do Bauru Ilustrado nestes 44 anos.

Ia passar a limpo esta carta, mas este velho jornalista, há 70 anos atuando na imprensa, resolveu encaminhar às suas mãos este rascunho escrito com carinho e respeito. Receba aquele abraço "corintiano", fraternal, de camaradagem e de muita amizade.





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