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06/12/18 07:00 - Opinião

Sinais positivos na economia

Reinaldo Cafeo

Nada para sair gastando por conta, mas os indicadores econômicos indicam sinais positivos. Na semana passada foi divulgado o principal indicador do nível de atividade econômica, o Produto Interno Bruto, que veio positivo no trimestre fechado em setembro: 1,3% sobre idêntico período do ano passado e 0,8% sobre o trimestre imediatamente anterior.

Há alguns dias foi à vez do indicador de confiança do consumidor que observou o maior nível desde 2014: atingiu 93,2 pontos retomando a tendência crescente perdida nos períodos anteriores. Outro indicador positivo foi o crescimento da produção industrial de outubro que avançou 0,4% sobre setembro depois de três meses de queda. Neste ambiente devemos ainda considerar que a inflação brasileira está controlada, podendo fechar o ano abaixo da meta fixada pelo Banco Central que é de 4,5%.

É evidente que o País está distante de compensar o tempo perdido, só para ilustrar, o volume do Produto Interno Bruto atual é semelhante ao de 2012, portanto, estamos seis anos defasados. Vale lembrar que neste período o crescimento populacional foi na casa de 0,8% ao ano, portanto, por pessoa (per capita) cada de um de nós está mais pobre.

Não obstante ser necessário trilhar um longo caminho até a recuperação plena da economia e ainda sustentar o crescimento, é preciso considerar que a economia começa a observar outra dinâmica.

Além dos bons indicadores há um ambiente de negócios com maior otimismo. Os agentes econômicos estão na expectativa de com o novo governo ser inaugurado um novo ciclo de prosperidade no Brasil. O simples fato de acertar o diagnóstico do problema estrutural da economia, ou seja, que o setor público precisa fazer sua parte, eliminando o déficit público, já é por si só um fator animador.

Também é preciso considerar o forte respaldo popular do Presidente eleito, Jair Bolsonaro. Sua capacidade de falar diretamente com seus admiradores que se transformaram em eleitores e lhe possibilitaram vitória com folgada nas eleições, permite esperar que, mesmo sem vida fácil no Congresso Nacional, as reformas estruturais, notadamente a da previdência social, sejam encaminhadas já no início de governo.

Sempre soubemos do enorme potencial econômico do Brasil. É um gigante adormecido a espera de não um salvador da pátria, mas de um comando no setor público capaz de atacar os gargalos, apresentar bons projetos e levar em frente uma matriz econômica que garanta crescimento sustentado.

Seria uma grande frustração, mais que isso, um verdadeiro desastre se Bolsonaro, depois de tudo que enfrentou, não acertar a mão e perder este momento histórico de recolocar o Brasil nos trilhos, combinando crescimento econômico, geração de emprego e renda, inflação controlada, com ataque os gargalos que impedem a sustentação do crescimento em longo prazo, tendo com objetivo principal a prática de justiça social.

Em visão de pirâmide a base é o investimento em infraestrutura, o corpo da pirâmide o crescimento econômico e o resultado final, o topo, desde que o crescimento se sustente, a melhoria dos indicadores sociais. Os sinais atuais da economia criam um bom pano de fundo, mesmo que ainda com desafios importantes, para que tudo que é esperado do novo governo efetivamente se concretize.

Vale lembrar que quando a economia prospera todo o resto fica mais fácil de realizar.

O autor é economista, articulista do JC. Está no Youtube, no canal Planeta Economia.





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