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07/12/18 07:00 - Opinião

Correndo sem pressa

Francisco Habermann e Daniel Habermann

Sempre vimos com admirado olhar os atletas corredores amadores. Nas pistas, buscam o avanço e a vitória e, na vida, almejam a saúde controlada. Como atletas conscientes, cuidam da alimentação sadia, do sono reparador e da disciplina mental como base para o rotineiro treino físico. Não permitem intoxicações nem hábitos menos sadios.

A disputa salutar no exercício é consigo mesmo, vencendo as próprias deficiências. Essas regras são rigorosamente seguidas também por atletas de outras modalidades. Todos enfrentam desafios.

Nessa maratona vital - pois todos querem chegar vivos ao pódio - valem o treinamento metódico e o preparo físico adequado e orientado. Um treinamento sem pressa, entretanto.

Sobre o assunto, interessante artigo científico (Am Col Sports Med, 2012) mostra que existem razões fundamentadas para não se ter pressa nessa corrida, seja na pista ou na vida. Em estudo publicado com 52 mil indivíduos sadios examinados, 27% deles praticavam corrida pedestre. Dentre estes, 19% tiveram redução na mortalidade (todas as causas) em relação ao grupo de não corredores.

Entre os corredores, três itens chamaram a atenção dos pesquisadores: a velocidade, a distância percorrida e a frequência semanal dos treinos.

Assim, quando a velocidade de treinamento aumenta de 9 a 11 km/h (21 a 27% de redução da mortalidade) para mais que 13 km/h, a redução da mortalidade recua a 7%; quando a distância semanal percorrida aumenta de 16-24 km (redução da mortalidade 27%) para 32 km e 40 km semanal, a redução da mortalidade recua para 10% e 5%; quando se pratica 2 a 5 vezes por semana, a redução da mortalidade nesse grupo é mais benéfica do que quando se pratica 6 ou 7 vezes por semana.

Vivendo nesse mundo apressado de hoje, concluímos que atividade física é fundamental na prevenção e manutenção da vida sadia.

A orientação de profissionais especialistas é importante e quem quiser praticar corrida amadora, lembre-se, corra com moderação.

E sem pressa!

Os autores, Francisco Habermann ([email protected] br) é professor da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu e Daniel Habermann ([email protected]) é médico especialista em Medicina do Esporte, atuante em Bauru e Botucatu.





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