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05/02/19 07:00 - Entrelinhas

Entrelinhas

Da Redação

Incomum

Além das Comissões de Justiça e de Fiscalização, que costumam ter grande disputa, a Câmara viveu ontem um interesse fora do comum pela Comissão de Ciência e Tecnologia. Com apenas três membros, havia pelo menos sete interessados no começo da sessão, devido ao fato de o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, ter vínculo com Bauru. Com Pontes no Ministério, alguns parlamentares entenderam que o assunto terá mais visibilidade.

Direitos

Já a Comissão de Direitos Humanos foi menos disputada, mas um de seus integrantes queria participar por causa de assuntos do âmbito nacional. O vereador Sandro Bussola (PDT) teme que o novo governo federal promova a retirada de direitos de minorias e disse que até abriria mão de outras comissões, mas que faria questão de estar nesta. Para ele, os direitos humanos estarão no centro do debate nacional.

Recusado

A formação da Comissão de Justiça foi a mais delicada ontem. Dos cinco partidos com dois vereadores, apenas o DEM abriu mão de vaga e, com isso, os partidos com um parlamentar poderiam indicar alguém. Os interessados eram Coronel Meira (PSB) e Pastor Luiz Barbosa (PRB). O vereador Markinho Souza (PP) chegou a oferecer sua vaga a Meira, desde que o colega aceitasse votar em Natalino da Silva (PV) para presidente da comissão. Meira não gostou e recusou de pronto.

Bobeada

Meira tinha a prerrogativa de se autoindicar antes de Barbosa, pois foi mais votado na última eleição municipal, e caberia ao plenário decidir. Ele fez a sua indicação, mas naquele momento o grupo que apoiava Barbosa não estava prestando atenção na votação e Meira acabou sendo escolhido. Pouco depois, ao perceber que a comissão estava fechada, Barbosa ficou irritado pela distração.

Controle

Com a derrota na escolha da Comissão de Justiça, Barbosa pediu votação nominal na escolha da Comissão de Fiscalização e Controle, onde ele e Meira também já travavam disputa. Meira abriu mão de participar e Barbosa foi eleito para a Fiscalização e Controle, onde inclusive será o presidente.

Renúncia

A vereadora Chiara Ranieri (DEM) discordou da forma como Serginho Brum (PSD) foi escolhido presidente da Comissão de Educação, pois afirmou que não houve discussão entre os membros, e renunciou à sua vaga. Para o seu lugar, foi escolhido o vereador Fábio Manfrinato (PP). Chiara e Brum divergem desde o começo do mandato atual.

Ligações

O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) fez algumas ligações durante a sessão a vereadores com quem mantém mais contato. A base aliada tentou evitar que a oposição tivesse espaço nas principais comissões e até teve sucesso na de Economia - onde poucos parlamentares mostraram interesse - e na Fiscalização.

Contrapeso

Mas na Comissão de Justiça, a presença de Coronel Meira (PSB) fez a comissão ficar relativamente equilibrada tanto na relação com o governo como internamente. Serão dois vereadores que apoiaram a eleição do presidente José Roberto Segalla (DEM) e são aliados ao governo, outros dois que votaram contra Segalla, porém são governistas, e um que apoiou o atual presidente e é de oposição.





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