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10/05/19 07:00 - Opinião

Ciclos para serem bem vividos

Paulo Toledo

A cultura de que tudo tem uma hora certa para acontecer é cada vez mais difundida. Alguns atribuem isso ao destino, outros ao tempo de Deus e, outros, simplesmente ao acaso. Mas uma coisa é certa e apesar do tempo que se leva para aprender é preciso ter consciência de que a vida é feita de ciclos e que esses ciclos têm início meio e fim, tanto as coisas boas quanto as ruins.

É fundamental, mas não é fácil se entender que, sempre, os bons e os maus momentos chegam ao fim, e que isso não é negativo, apenas é parte do processo da vida, que é de subidas e descidas e tudo se movimenta em ondas de altos e baixos, sendo fundamental manter a cabeça erguida. E é preciso amplificar isso para todos os cantos de nossas vidas, seja no campo profissional, no campo pessoal - nos afetos que temos com familiares e pessoas queridas.

A grande questão é valorizar cada ciclo que vivemos. Em cada um, aprendemos coisas, experimentamos novas sensações e sentimentos, crescemos e nos lapidamos. É claro que nossa autodefesa faz com que desejemos um rápido fim para aqueles ciclos que nos causam desconfortos, mas há aqueles ciclos que cremos querer que durem para sempre.

Porém, nem tudo se realiza exatamente como desejamos. Claro que a maioria das coisas depende de cada um e das energias que atrai. Afinal, nunca é demais lembrar que nosso ponto de atração é a energia que emitimos por meio de nossos pensamentos, emoções, sentimentos, crenças, palavras e ações, o que alguns estudiosos chamam de padrão energético.

O escritor e filósofo francês - nascido na Argélia - Albert Camus (Prêmio Nobel de Literatura de 1957) escreveu certa vez: "Ao enfrentarmos um problema, devemos ter a coragem de assumir nossa parte de responsabilidade pela situação em que nos encontramos e entender que também temos a capacidade de tirar vantagem dele. Os maiores problemas da vida sempre se mostram as maiores bênçãos."

Essa questão cíclica da vida, que quer o fim rápido ou que deseja que seja para sempre, precisa ser administrada com clareza em nossa vida, que deve ser olhada com consciência. Para que tenhamos um aprendizado de um ciclo e a pretensão de usá-lo nos seguintes, é preciso, em primeiro lugar, aproveitar o que se vive como se fosse o último ciclo. E mais, é necessário atenção a cada novo detalhe que nos é apresentado e ao final de cada experiência, é fundamental entender que de fato pouco ou nada sabíamos sobre ela. É preciso estar aberto ao aprendizado que cada pessoa ou situação pode nos proporcionar em cada ciclo e valorizá-lo, é necessário ser como um copo vazio á espera que seja preenchido com água para matar a sede.

É inexorável que, no mundo real, tudo que tem vida um dia morre e, assim, todos os ciclos se fecham, de uma forma ou de outra. Por isso, a cada ciclo é preciso criar profundas raízes nas terras férteis da sabedoria, encarando a vida como um ciclo maior, feito de muitos ciclos menores de diferentes tamanhos.

É a nossa vida real! É preciso buscar ser feliz tanto na vida profissional e quanto na pessoal. A vida não deixa claro as regras da felicidade, mas determina que sem ela não tem sentido a própria vida. Então, como escreveu o compositor Gonzaguinha: "Viver e não ter vergonha de ser feliz!"

O autor é jornalista e mestre em Comunicação Midiática, ambos pela Unesp-Bauru, especializado na área de economia, consultor de empresas, professor universitário, estudioso do comportamento humano, palestrante e escritor.





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