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09/06/19 07:00 - Tribuna do Leitor

Precatórios

Pedro Valentim

A cidade espantada ainda discutia sobre o precatório de R$ 32 milhões que terá que pagar da chamada floresta urbana. Eis que nessa edição de sexta-feira do Jornal da Cidade de Bauru vem matéria jornalística mostrando que a prefeitura foi condenada a pagar outros R$ 14 milhões para indenizar outra gleba de terra por decisão definitiva do Tribunal de Justiça.

O mais grave na matéria do jornalista Nélson Gonçalves, do Jornal da Cidade, é onde se cita que "o pior neste caso é que o Jurídico e a Seplan deixaram de contestar e alegar que a área é do Estado, entre outros atenuantes a Bauru"

Importante citar que o procurador jurídico da Prefeitura que fez a contestação neste novo precatório de R$ 14 milhões, conforme cita a matéria, é o mesmo que foi investigado pelo Gaeco em outro escândalo da Seplan e está afastado do Município, respondendo acusações criminais feitas pelo Ministério Público na Justiça Criminal de Bauru.

Aliás, é bom lembrar que por falta também de contestação setores do Jurídico da Prefeitura fizeram o município não arrecadar mais de R$ 200 milhões de IPTU por perderem "prazos" (entre aspas) para cobrar os grandes devedores. Investigação essa que não foi levada a séria na Legislatura passada da Câmara Municipal de Bauru.

Ou seja, a cidade está mal cuidada, faltam remédios, o atendimento da saúde continua precário, entre outros... E, portanto, não tem condições de arcar com precatórios milionários (e vão vir outros) por causa de possíveis omissão e prevaricação de agentes públicos e agentes políticos. E nós, bauruenses, precisamos saber urgente quais são os possíveis interesses que possam estar por trás. Há um pedido de CEI - Comissão Especial de Inquérito que poderá ser aprovado nesta semana na Câmara Municipal. Mas lá a investigação é política e pode não ir a fundo tal como ocorreu com os grandes devedores do IPTU, onde a cidade perdeu R$ 200 milhões.

Portanto, sugestionamos que o Gaeco do Ministério Público entre nessas investigações sobre os precatórios milionários na Prefeitura de Bauru. Mesmo porque é preciso estancar a sangria dos cofres públicos e se por acaso tiver algum esquema, que se peçam as prisões dos canalhocratas.





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