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09/06/19 07:00 - Tribuna do Leitor

O 7x1 em Bolsonaro e a substituição técnica

Camila Alvarenga

O titular da camisa 17 segue em campo, com pouco futebol (talvez mesmo por impossibilidade de oferecer um), mas promovendo muita balbúrdia no meio de campo, fazendo uma força danada para ser expulso ou substituído. Colecionando gols-contra a cada lance, nem assim abandona o nervosinho e segue distribuindo cotoveladas e rasteiras - até nos próprios companheiros, quem dirá nos oponentes! E dá exemplo a seus companheiros-ministros para entrarem duro e darem cabeçadas a la Zidane nos adversários a cada vez que adentrar-se na área do Congresso ou mesmo na imprensa de cobertura do campeonato.

Mesmo diante dos 7x1, não se foca na partida e em buscar um jogo limpo, fitando bom e digno resultado; deixando a bola de lado se dirige à beira do campo para hostilizar a claque, os adeptos da equipe oponente, ofendendo e aludindo à faixas esparsas e pontuais de "Lula Livre", se esquecendo que em sua torcida há (e sempre houve, sobejamente) até aqueles com faixas pedindo Golpe Militar, exaltando torturadores, etc - coisas que não invalidam a legitimidade de nenhuma das animadas manifestações de massa do estádio. Eis o espírito do imaturo capitão da equipe.

Dar ouvidos à Comissão Técnica, aos pareceres especializados à beira do gramado? Nada disso. Prefere ignorar qualquer técnico e ouvir um velho, arrogante, fanático e lunático torcedor, agregado da família, sentado distante, num camarote da ala da Virgínia - ou seus circundantes. Sabe como é... a torcida mais tiete e familiar deve saber mais sobre o jogo e de tática que qualquer "coach". Ao menos é assim que pensa este autotintitulado varão de Plutarco da equipe, o camisa 17.

Mas sempre há aqueles que mesmo nos sufocos e nas derrotas mais fragorosas se consolam com lances esparsos desses "Edmundismos-animais" ou de uma mordida de Mike Tison na orelha, sobretudo se for em algum jogador progressista. O vaidoso capetão do time entretanto não compreendeu que o time tem de jogar limpo, dentro das regras legais, junto e em sintomia, que o ataque-Executivo tem de se entender e respeitar a harmonia com o meio de-campo Legislativo e com a zaga-Judiciária - e que ele não é o único jogador em campo, além de que o futebol - Administração Pública é uma arte, com seus princípios constitucionais e não uma rinha de luta-livre ou briga desregrada de rua.

Fazer faltas grosseiras na área, dar socos em companheiros ou adversário e tapas na bola não conduzirão a gols. Mas talvez o capetão do time só compreenderá seu "edmundismo-zidaniano" prejudicial quando a comissão técnica do Sistema Financeiro (que precisa rapidamente de evolução na partida) promover sua substituição pelo compenetrado e claramente técnico camisa 2 dois do time, jogador Mourão, excelente revelação, egresso do time Militar.

Num momento tão delicado do campeonato Jairdine, Edmundonaro nem deveria ter sido escalado. Uma mente sã, menos estrelinha e com mais autocontrole e tato é que deveria ter ficado com o posto mais importante da desventurada equipe. A substituição se mostra ser o melhor caminho. Para o bem do time da nação: antes que seja tarde.





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