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05/07/19 07:00 - Opinião

Entre as direitas, esquerdas e extremos na política

Luís César Alves Moreira Filho

Caro leitor, vou reduzir as vertentes políticas que não chegam aos 33 partidos registrados atualmente no site do TSE, para isso algumas reportagens serão lembradas e será restrito entre anticapitalistas, crítica cultural e capitalistas para questionamento cultural. Algumas reportagens: o COAF era para ter ficado com Moro e colocaram para o Guedes; orçamento impositivo que o governo não queria, restringe como ele pode gastar o dinheiro público, neste caso destinando somente a demanda parlamentar.

A reforma da Previdência foi alterada para beneficiar funcionários públicos, agora querem beneficiar os políticos, grupos que não são maioria da população...

A PEC irá mexer principalmente com a idade mínima, neste caso irá prejudicar principalmente o povo que não faz parte de regime especial que possui regras próprias e onde está o rombo da previdência. Bolsonaro ironizou que o Congresso queria fazer dele uma rainha da Inglaterra...

Agora as medidas anticorrupção do Moro foram totalmente desconfiguradas, num Congresso falsamente moralista que fica apontando o dedo contra o Moro.

O moralismo pode se adentrar nos costumes numa crítica cultural através de modelos de família, comportamento e expectativas de comportamento social, mas sobre o Moro encontramos um problema maior, o institucional, afinal Lula livre e contra o Moro passamos para o poder judiciário, qual é a relação do cidadão com esse poder?

Quem usa ou tem processo pendente sabe que demora muito, talvez até mais que o próprio Vaticano em matéria de lentidão e modernização, apesar de todo instrumental de valorização e inovação da justiça que fica somente na propaganda.

A invalidação das provas tanto com Lula quanto com Moro, só existe uma diferença, a procedência do material. Condenar Moro invalida todo o Estado e suas instituições, condenar Lula somente a classe dos políticos trocados a cada 4 anos.

Os anticapitalistas retomam práticas da teologia da libertação, do Jesus Salvador dos excluídos e pecadores, agora os capitalistas veem como inveja tais acusações, uma ganância frustrada daqueles que querem se apropriar das riquezas dos outros e do seu trabalho.

O trabalho entre capitalistas e anticapitalistas pode ser diferenciado em Karl Marx como donos dos meios de produção e aqueles que vendem a sua força de trabalho entre as condições reais de trabalho. Na perspectiva cultural encontramos ataques morais e os messias Moro e Lula, mas as instituições continuam não funcionando corretamente, a vida do cidadão não melhora, infelizmente a multiplicação dos pães não existe na economia, exceto inflação se imprimir dinheiro de forma descontrolada.

A culpa e o perdão são libertados pelo salvador Jesus, contudo se os pecadores forem salvos, o que acontece com quem não tem pecados? Jesus recolhe e faz a limpeza, Jesus leva e Jesus deposita no Céu, será que é um bom lugar para ir?

O questionamento cultural abre ao debate sobre o governo entre capitalistas e anticapitalistas, mas de concreto temos um ataque ao Estado, cuja proveniência das provas em Lula e Moro são questionadas, temos neste caso contra o Estado e a favor do Estado, existe uma perspectiva do fim do Estado? O reino dos céus não é uma república, onde está a parte do "... assim na terra como no céu ..." do "Pai nosso"?

O autor é doutorando em Ciências Sociais, na Unesp-Marília.





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