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07/07/19 07:00 - Tribuna do Leitor

Normas são feitas para serem cumpridas

Rosane Lopes Conceição

O homem é um ser social, logo deve viver em sociedade.

Mas qual é o conceito de sociedade?

Em linguagem pura e simples sociedade é o meio em que vivemos: pode ser a casa, o trabalho, a igreja, a família, a academia, o clube, a agremiação, a associação, o bairro, a cidade, o estado, o país ou qualquer parte deste todo. Onde existir mais de uma pessoa, encontra-se uma sociedade e exige-se a imposição de regras de convivência.

A mais importante delas: o meu direito vai até onde o direito do outro se inicia. Pode ser resumida em tratar o outro como eu gostaria de ser tratado e deixar de pensar em mim e me colocar no lugar do outro Como saber o limite de meu direito e evitar que eu seja invasivo?

Isso é muito fácil; pela observação do outro, a reação do outro quando eu atuo no meio e a prática do ato como eu gostaria que o mesmo fosse praticado se o outro o praticasse. Fica consciente a ocorrência de turbulência na comunicação se você entende que o português ou qualquer outra língua tem regras a serem obedecidas. Elas estão na gramática. Qual a razão das regras de gramática?

Facilitar a comunicação entre duas pessoas. Evitar equívocos e mal-entendidos. Devem-se levar em conta as diferenças regionais e a cultura em que o indivíduo está inserido. A escolaridade é um facilitador de aprendizagem que auxilia muito na comunicação melhor e evita a turbulência. Todas as ciências ou disciplinas da escola têm suas regras: as leis da matemática, as leis da física, as leis da química, as leis da físico-química, as regras do desenho, etc. A compreensão e o respeito às estas regras tem uma razão de ser, além de facilitar o aprendizado, produzem uma sociedade melhor ao melhorar o indivíduo.

Nos esportes também existem regras para serem obedecidas para que a prática esportiva seja saudável, tanto para quem pratica como para quem assiste aos eventos esportivos. Como exemplo: as 17 regras do futebol que regularizam o jogo. Quem desrespeita as regras recebe a sua punição, pois a comunicação saudável entre os atletas sofreu uma turbulência e deve ser corrigida. Também quem vai ao campo ou assiste pela TV ou rádio se sujeita às regras de convivência e às regras da transmissão do evento como horário e tempo.

Qualquer exagero será punido é só relembrar a proibição das torcidas organizadas no Estado de São Paulo e à vedação dos hollings (torcedores fanáticos ingleses) de adentrarem em qualquer estádio de futebol na Europa. No trânsito exigem regras para facilitar a locomoção; cito apenas algumas neste texto: faixa de pedestres, sinaleiros, limite de velocidade, mão de direção, vedação de uso de celular ao volante, conservar à direita da pista, dar sinal de seta quando for virar, dar sinal de pisca alerta para avisar os condutores de uma manobra mais delicada.

O objetivo das normas é instituir a direção defensiva e obrigar o respeito à vida dos condutores, passageiros e pedestres nas vias de locomoção. Todas as demais regras estão no Código Nacional de Trânsito. Por isto, não consigo entender a razão de alguns ciclistas pedalarem na contra mão de direção. Além de violarem o CNT é muito difícil para o motorista de um automóvel calcular a distância entre o ciclista e o seu automóvel, levando-se em conta a sua velocidade contrária desconhecida de modo a se evitar a colisão quando o ciclista vem de encontro ao carro.

É muito mais fácil fazer este cálculo quando o ciclista segue na mesma mão de direção do veículo que o segue. Para quem conhece as leis da física entende perfeitamente o que estou dizendo. Também é inaceitável ao motoqueiro usar o passeio público para se locomover, pois a calçada é o espaço do pedestre. A pressa do condutor ou do passageiro não justifica o descumprimento das leis de trânsito; a pressa não pode estar sendo exercida nesse local, pois no trânsito a segurança sempre vem em primeiro lugar.

Quando aprendermos que as normas são feitas para serem cumpridas, pois foram criadas para organizar a sociedade e tem uma razão lógica de ser, conseguiremos conviver muito melhor. Ao respeitar o direito do outro, seremos menos egoístas e nos tornaremos verdadeiros cidadãos e, talvez um dia, possamos viver sem a necessidade de tantas regras, pois os cidadãos sendo mais desenvolvidos a sociedade será mais desenvolvida e não necessitará de tantas regras para a sua organização salutar.





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