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12/07/19 07:00 - Opinião

Representação e consciência

Rodrigo Agostinho

Votei a favor da reforma da Previdência seguindo minha consciência e entendendo que o Brasil precisa, enfim, avançar. Agora é hora de gerar oportunidades fazendo os ajustes necessários para que o país não quebre. E hora de cobrar do governo para que apresente efetivas políticas públicas de geração de emprego.

Estudei a fundo a proposta e acompanhei de perto a tramitação na Comissão Especial. Pontos discordantes ao texto original foram corrigidos pelo relator e a proposta atual ficou menos onerosa - principalmente a manutenção do Benefício de Prestação Continuada (BPC), da aposentadoria rural, o fim da capitalização (que criaria um rombo gigantesco para a união) e da desconstitucionalização. Penso que ainda podemos melhorar a transição e incluir Estados e Municípios, e assim vou trabalhar.

Em política, o ótimo é inimigo do bom. Apesar de ainda não ser a reforma ideal, aprovamos uma reforma que vai servir para que sigamos no combate às desigualdades e aos privilégios. É consenso de que reformar o sistema de aposentadorias é necessário e, nesse momento, precisamos pensar primeiramente na população mais carente. Por convicção, defendo que a Previdência Pública abarque todas as categorias de trabalhadores sem tolerar disparidades como as que ocorrem com os altos salários de servidores públicos espalhados pelas várias instâncias do poder público no Brasil.

Todos precisam fazer concessões, cortar gastos, economizar e pensar no futuro das próximas gerações. Sanear a economia e retornar ao equilíbrio fiscal é urgente. Missão prioritária, não dá para esperar. Vamos salvar o que já temos para poder ter mais, logo ali, adiante. A política ideológica preparou grande parte dos políticos que exercem mandatos atualmente e nos legou a política tradicional, o que tem provocado severas distorções e polaridades extremadas que tanto mal faz ao nosso país.

Neste sentido, estou confiante de que esta legislatura terá sucesso no desafio de responder as novas demandas do povo nas ruas - seriedade, ética e coerência. E retomar a virtude do diálogo entre a política e o cidadão.

Precisamos superar as diferenças para construir um país melhor. É esse o espírito que deve imperar nos políticos do Brasil daqui em diante. Contem com meu trabalho na luta para melhorar a vida das pessoas!

O autor é deputado federal pelo PSB/SP, presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.





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