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04/03/07 00:00 - Agências - Brasil

Três CDs de Ana Carolina estão entre os mais vendidos

Kátia Nogueira de Mello/Folhapress
Em dezembro passado, Ana Carolina lançou o quinto disco de sua carreira, “Dois Quartos” (Sony/BMG). Conseguiu colocá-lo entre os discos mais vendidos na parada do Nopem - mantendo-o assim há dez semanas - e ganhou, há cerca de 15 dias, disco de platina, que equivale a 125 mil cópias vendidas, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD).

Até aí, nada de mais para uma artista do porte dela. O curioso é que, com “Dois Quartos”, Ana levou dois álbuns seus de volta às paradas: “Estampado”, de 2003, ocupa a sétima posição entre os discos mais vendidos no mesmo ranking, e “Ana & Jorge Ao Vivo”, de 2005, a 40.ª colocação, mas já passou pela oitava há três semanas.

“Quando chega ao mercado um disco de inéditas de um artista, é natural que os CDs anteriores dele tenham os preços reduzidos. É uma estratégia de vendas, já que os discos antigos deixam de ser alvo de interesse”, afirma Marcus Fabrício, gerente de vendas da Sony/BMG, que cuida do catálogo da artista desde sua estréia, em 1999, com o álbum “Ana Carolina”.

Para Fabrício, a curiosidade dos fãs também pode explicar o feito. “O lançamento de ‘Dois Quartos’ deve ter aguçado a curiosidade dos fãs, que quiseram acessar antigos materiais”, diz. Segundo ele, o feito não é comum porque a indústria fonográfica vive de ciclos e, quando um álbum é lançado, a tendência é que os antigos vendam menos, já que concorrem com músicas inéditas.

O produtor Guto Graça Mello, que trabalhou com Ana - pela primeira vez- na co-produção de nove faixas de “Dois Quartos” concorda: “É um fenômeno tão incomum que eu não sei citar um nome que tenha feito isso. Mas a Ana é uma artista diferente, ela funciona praticamente na contramão da indústria fonográfica. ‘Dois Quartos’ tem produção diferenciada, é mais ousado, mais experimental. Provavelmente, os fãs acabaram querendo consumir mais material da artista por isso”.

Trabalhando como produtor desde a década de 70, Mello já produziu nomes como Roberto Carlos, Rita Lee e Elis Regina e foi jurado do programa “Fama”, da Rede Globo. “É natural que o preço de um disco que ficou ‘velho’ caia (o que poderia explicar o aumento nas vendas). Mas eu prefiro creditar o mérito a Ana, que faz composições muito acima da média do que se toca hoje em dia”, fala o produtor.

“Ana & Jorge Ao Vivo”, parceria dela com Seu Jorge, já faturou disco de platina duplo (250 mil). “Estampado”, por enquanto, levou ouro duplo (cem mil). Mas, há sete semanas entre os mais vendidos (há quatro entre as dez primeiras posições), deve ganhar mais certificados. Quando lançou “Dois Quartos”, Ana disse que não esperava o sucesso de “Ana & Jorge”. “Foi um trabalho despretensioso que se revelou vendável”, disse.




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