Bauru

29/05/2022 - 05h00

Para fugir da efemeridade e montar um empreendimento duradouro, é preciso pensar em quais necessidades e públicos serão atendidos. "Quando alguém usa uma camiseta descolada, quer transmitir a mensagem de que é antenado, bem-humorado, talvez irônico. É uma forma de expressar identidade." Na Use Bem-te-vi, de Brasília, as cinco opções de cores das camisetas foram definidas por meio de enquetes feitas com os clientes. A marca preferiu desenvolver a própria modelagem, sem classificação de gênero - pedido feito também pelos consumidores -, e faz as peças com ilustrações próprias. As estampas remetem à arte, à literatura, à cultura pop e aos memes, diz Cáren Perazzo, 29 anos, que fundou a empresa com a amiga Kamila Chianca, 30.

Já a estratégia da Panos Sinceros, de Florianópolis (SC), é acompanhar o auge da repercussão e divulgar seus panos de prato ainda enquanto o meme está em alta. Para evitar produtos encalhados, são feitas pequenas remessas. "Tem que ser rápido. Quando o Pedro Scooby disse no Big Brother 'a vida é irada, vamos curtir', todo mundo só falava disso. Eu nem mandei fazer o pano, fiz uma montagem com a frase e postei", diz Nina Masnik, 32 anos, fundadora. A marca acrescenta suas frases em panos comuns, comprados com desenhos prontos. Para Nina, o diferencial está no contraste entre as estampas tradicionais e as mensagens. Fixas no estoque, as preferidas dos clientes são "O Brasil me obriga a beber" e "Sinta-se em casa, mas lembre que não está".

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