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JC Criança

Lápis: todo mundo usa muito

Antigamente, eram usadas varas de rabiscar para escrever e desenhar

22/11/2020 - 05h00

De cor ou grafite, todo mundo usa lápis desde muito cedo. Você se lembra quando teve contato com ele pela primeira vez? Não? Certamente porque era beeeemmm pequeno, antes mesmo de ir para a escolinha. Mas você já parou para pensar como esse objeto tão importante surgiu nas nossas vidas surgiu?

Antes do lápis, o homem já utilizava de instrumentos parecidos com o objetivo de gravar inscrições em cavernas e pedras. Cerca de 3500 atrás, no antigo Egito, eram utilizadas varas de rabiscar, muitas vezes com a ponta queimada. Antes do grafite, metais como o chumbo também eram usados pelos gregos e romanos por volta do anos 500 d.C. O parente mais próximo do lápis é o instrumento romano stylus, que era um pedaço de metal fino, revestido por madeira e utilizado para escrever os papiros (material parecido com papel).

Contam que o lápis teve origem no primeiro século d.C., porém, o instrumento de grafite e madeira que conhecemos surgiu por volta de 1560, na Grã-Bretanha. E aí, o lápis passou a ser um dos instrumentos favoritos dos artistas, e seu uso se propagou pela Europa.

Minas de grafite começaram a fornecer matéria prima para a produção de lápis em grande escala. Mas foi só em 1795 que o químico francês Nicholas Jacques Conté desenvolveu e patenteou o processo moderno de produção de lápis, misturando grafite em pó com argila que, depois de moldados eram endurecidos em alta temperatura, o que possibilitou o desenvolvimento de diversos graus de dureza do grafite.

Os primeiros lápis foram fabricados artesanalmente, quando um entalhador de móveis cortou a madeira e esculpiu um talho para servir de apoio para o grafite. Como outros objetos eram utilizados para redigir documentos na época, os principais usuários de lápis eram carpinteiros e artistas. Já o lápis de cor é uma variação do lápis comum de grafite, e é fabricado com uma mistura de barro, goma, cera e corantes.

As inovações que se seguiram estão mais ligadas à industrialização da produção de lápis com a introdução de tornos e maquinários que aumentariam drasticamente a velocidade da produção e melhorariam a exatidão da forma (tubular ou hexagonal) e o acabamento.

Atualmente, o Brasil é o maior produtos mundial de lápis de grafite, com cerca de 2 bilhões de unidades por ano. Os Estados Unidos são os maiores consumidores, com cerca de 2,5 bilhões de unidades consumidas anualmente.

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