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Proliferação de algas no Batalha pode deixar até 140 mil sem água

Problema deve persistir no fim de semana; produção da ETA precisou ser reduzida para evitar que material danificasse filtros

15/06/2019 - 07h00

A produção de água da ETA precisou ser reduzida na tarde dessa sexta-feira (14) por conta de problemas operacionais causados pela alteração da água bruta do Rio Batalha. Técnicos do DAE explicam que, em função da estiagem, houve aumento de proliferação de algas (microalgas e cianobactérias) na Lagoa de Captação, alterando as características físicas e químicas do rio. Com isso, cerca de 140 mil pessoas podem ficar com o abastecimento prejudicado neste final de semana.

Com o maior volume de algas, formou-se uma camada de material sólido na superfície do decantador. Essa faixa pode causar entupimento dos filtros e prejudicar a produção de água tratada. Por conta do problema, a vazão da ETA foi reduzida para que esse material não fosse arrastado até os filtros.

Assim, o abastecimento fica prejudicado em bairros como o Jd. Ouro Verde, Jd. Ferraz, Granja Cecilia, Jd. América, Jd. Estoril, Altos da Cidade, Centro, Vila Falcão, entre outros que dependem do manancial Rio do Batalha.

A autarquia ressaltou nessa sexta-feira (14) que já estavam sendo tomadas providências necessárias para restabelecimento normal da capacidade de produção da ETA e recomendou que os moradores das regiões afetadas usassem água com economia, preservando sua reserva domiciliar.

Ainda não havia, até o fechamento desta edição, previsão para a normalização 100% do serviço. Assim, o final de semana desses bairros deve ser de abastecimento prejudicado.