Bauru e grande região

Bairros

Do encantamento às pesquisas

Atividades no Observatório exploram desde o fascínio das crianças, até os estudos de graduandos e pós-graduandos da área

por Ana Beatriz Garcia

25/08/2019 - 06h00

Vinicius Bomfim

Alessandra Goulart Custódio fala sobre sua participação no Observatório

Conhecido pelas atividades que encantam adultos e crianças, o Observatório Didático de Astronomia "Lionel José Andriatto" recebe de 200 a 300 pessoas a cada sábado aberto ao público. Só em 2018, 6.373 pessoas participaram das iniciativas entre escolas, público em geral e observatório móvel. Além dessas ações, muitas pesquisas são desenvolvidas ao longo de seus anos de trabalho.

“A gente desenvolve o atendimento público, mas fazemos muito mais ainda nos bastidores. Temos um programa de formação de monitores, semanalmente, treinando e formando sobre astrologia e sobre o atendimento. E eles também desenvolvem estudos na área de astronomia do Brasil e do exterior”, afirma Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório.

Atualmente, são oito alunos do mestrado e doutorado que estão desenvolvendo pesquisas e teses nessa área de divulgação da astronomia. “Além da iniciação científica de graduação e ensino médio, fora interação com outras graduações. As pessoas podem pensar que nós nos restringimos aos alunos de Física, mas temos alunos de outros cursos variados”, explica.

MONITORES

Exemplo disso é a estudante do quarto ano de Biologia, Andressa Goulart Custódio, de 25 anos, que desenvolve seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) junto às atividades de monitoramento do Observatório. “Meu tema são três áreas. Uma delas engloba a astronomia. O projeto seria para uma trilha que somasse a relação da ecologia com a astronomia e o clima do Cerrado, encontrado em Bauru”, diz. “Desde criancinha, sempre fui apaixonada pelo céu, queria cursar astronomia, mas acabei gostando também da biologia. Fico muito feliz de acompanhar as atividades do Observatório”, completa.

Além dela, outros 32 estudantes participam do monitoramento do Observatório, sendo as principais atividades: Atendimento por agendamento (escolas e grupos); atendimento em escolas e com observatório móvel (carreta); atendimento público (uma vez por mês, no mínimo); oficina de construção de telescópios; exposições fixas e itinerantes; astrofotografias; desenvolvimento de projetos; pesquisas de iniciação científica, mestrado e doutorado; cursos de extensão; formação de professores; organização de eventos; Semana de Imersão Total em Astronomia (SeITA); reuniões semanais da equipe (formação e planejamento); programa de formação de monitores e acervo de publicações em astronomia.

IMPORTÂNCIA

De acordo com o coordenador, o trabalho realizado também vem desmistificar determinadas informações propagadas erroneamente. “As pessoas tem até medo de coisas que acontecem no céu pela falta, justamente, da divulgação científica, um erro nosso. Como as pessoas não têm tanto conhecimento, acabam acreditando em informações erradas, além de acharem que a ciência é muito difícil de ser aprendida”, comenta. “Trata-se de uma ciência renegada. As pessoas olham mais pro celular do que pro céu e não entendem a necessidade de se preservar o nosso planeta, como uma grande família humana. Se o homem se autodestrói, para onde vamos?”, questiona.

O professor ainda destaca que o encantamento das crianças e adultos podem gerar a curiosidade e estudo pelo tema. “Se as crianças fossem ensinadas desde cedo sobre o universo, talvez entendessem mais sobre a conscientização. O universo tem muitas lições para nos ensinar. Por isso que aqui no Observatório tentamos fazer de tudo para ensinar e divulgar a astronomia, formando estudantes e oferecendo cursos, incentivando as crianças e os adultos começando pelo encantamento para despertar a curiosidade”, finaliza.

Desafios

Ao longo desses 10 anos, o Observatório passou por muitas dificuldades e, segundo Rodolfo Langhi, ainda passa. “Até 2016 o projeto recebia um valor anual e, no inicio do projeto, ainda tínhamos muitas bolsas. Agora, em 2019, não recebemos nada e apenas um aluno recebe uma bolsa. Teve um tempo em que quase paramos. O prédio ficou fechado por dois anos por falta de verba para reforma, mas não paramos de trabalhar, atendíamos aqui no pátio do estacionamento”, comenta.

No entanto, o professor salienta o apoio que vem de muitos lados. “A começar pelo IPMet que nos ajuda com tudo, a Faculdade de Ciências que nos dá manutenção. E uma coisa que tem sustentado bastante o Observatório, de forma modesta, é a nossa lojinha, que comercializa materiais didáticos e souvenirs, uma vez por mês, com bastante apoio do público”, conclui.

 

Fenômenos

Observatório/Divulgação

Coordenador do Observatório auxiliando uma aluna de escola durante a visitação

Conhecido pelas atividades que encantam adultos e crianças, o Observatório Didático de Astronomia "Lionel José Andriatto" recebe de 200 a 300 pessoas a cada sábado aberto ao público. Só em 2018, 6.373 pessoas participaram das iniciativas entre escolas, público em geral e observatório móvel. Além dessas ações, muitas pesquisas são desenvolvidas ao longo de seus anos de trabalho.

"A gente desenvolve o atendimento público, mas fazemos muito mais ainda nos bastidores. Temos um programa de formação de monitores, semanalmente, treinando e formando sobre astrologia e sobre o atendimento. E eles também desenvolvem estudos na área de astronomia do Brasil e do Exterior", afirma Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório.

Atualmente, são oito alunos do mestrado e doutorado que estão desenvolvendo pesquisas e teses nessa área de divulgação da astronomia. "Além da iniciação científica de graduação e ensino médio, fora interação com outras graduações. As pessoas podem pensar que nós nos restringimos aos alunos de Física, mas temos alunos de outros cursos variados", explica.

MONITORES

Exemplo disso é a estudante do quarto ano de Biologia Andressa Goulart Custódio, 25 anos, que desenvolve seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) junto às atividades de monitoramento do Observatório. "Meu tema são três áreas. Uma delas engloba a astronomia. O projeto seria para uma trilha que somasse a relação da ecologia com a astronomia e o clima do Cerrado, encontrado em Bauru", diz. "Desde criancinha sempre fui apaixonada pelo céu, queria cursar astronomia, mas acabei gostando também da biologia. Fico muito feliz de acompanhar as atividades do Observatório", completa.

Além dela, outros 32 estudantes participam do monitoramento do Observatório, sendo as principais atividades: atendimento por agendamento (escolas e grupos); atendimento em escolas e com observatório móvel (carreta); atendimento público (uma vez por mês, no mínimo); oficina de construção de telescópios; exposições fixas e itinerantes; astrofotografias; desenvolvimento de projetos; pesquisas de iniciação científica, mestrado e doutorado; cursos de extensão; formação de professores; organização de eventos; Semana de Imersão Total em Astronomia (SeITA); reuniões semanais da equipe (formação e planejamento); programa de formação de monitores e acervo de publicações em astronomia.

IMPORTÂNCIA

De acordo com o coordenador, o trabalho realizado também vem desmistificar determinadas informações propagadas erroneamente. "As pessoas tem até medo de coisas que acontecem no céu pela falta, justamente, da divulgação científica, um erro nosso. Como as pessoas não têm tanto conhecimento, acabam acreditando em informações erradas, além de acharem que a ciência é muito difícil de ser aprendida", comenta. "Trata-se de uma ciência renegada. As pessoas olham mais pro celular do que pro céu e não entendem a necessidade de se preservar o nosso planeta, como uma grande família humana. Se o homem se autodestrói, para onde vamos?", questiona.

O professor ainda destaca que o encantamento das crianças e adultos podem gerar a curiosidade e estudo pelo tema. "Se as crianças fossem ensinadas desde cedo sobre o universo, talvez entendessem mais sobre a conscientização. O universo tem muitas lições para nos ensinar. Por isso que aqui no Observatório tentamos fazer de tudo para ensinar e divulgar a astronomia, formando estudantes e oferecendo cursos, incentivando as crianças e os adultos começando pelo encantamento para despertar a curiosidade", finaliza.

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