Bauru e grande região

Bairros

Desafios na prática da manutenção

Quem trabalha e quem precisa dos serviços encontram com algumas dificuldades para manter a arborização saudável e sem muitos prejuízos

por Ana Beatriz Garcia

08/09/2019 - 06h00

Vinicius Bomfim

Eduardo Bojikian Rissi mostra árvore que fica em frente à empresa, na rua Treze de Maio

Com uma árvore antiga em frente à empresa onde é administrador, algumas dúvidas foram surgindo para Eduardo Bojikian Rissi, de 30 anos. A fiação começou a se emaranhar com as folhas e os galhos a cair, inclusive, em cima dos carros de clientes e funcionários da empresa. Era o momento de tomar providências, o que ele não sabia muito bem como fazer.

“Eu tinha consciência de que, se fosse podado de forma errada, poderia nos causar uma multa. Mas também não sabíamos como proceder. Entramos em contato com a Semma, mas eles passavam para a CPFL que, por sua vez, devolvia para a Semma”, conta.

Depois de um tempo com o problema, Eduardo contratou uma empresa de paisagismo que realizou o serviço por R$ 500. “Os trâmites com a secretaria foi a empresa que fez, já a minha parte foi ver a interdição da rua que foi necessária”, conta. “Os biólogos da empresa ainda descobriram que a árvore está doente e, por conta disso, sempre que veem fazer manutenção em nosso jardim, examinam a situação dela”, completa.

CUSTO ELEVADO

A dona desta empresa, que realiza podas e supressões, é Teresa Cristina Mastrangelli, 47. A bióloga e paisagista conta que além dela, todos os seus funcionários são qualificados pela ABNT NBR 16246-1, além de contarem com o credenciamento de poda da prefeitura. “A realidade de Bauru, hoje, é de uma boa parte árvores doentes e envelhecendo. Aqui, recebemos ligações e quando vamos atender, vemos situações de árvores complicadas, às vezes em estado de queda, toda comprometida com cupim. Os preços variam de acordo com a complexidade do serviço e de aparelhos que serão necessários para o procedimento, mas podem chegar até 3 mil reais”, comenta. “Sei do caso de uma árvore centenária que custaria 30 mil reais para ser retirada de uma empresa”, completa.

A profissional ainda ressalta que existem árvores morrendo com ataques de insetos porque está sendo feita uma poda errada. “É um problema muito sério e social, não pode ser feito sem qualificação. Nós temos que cuidar das árvores que nós temos agora e tentando prever quedas com a maior antecedência possível”, conclui.

População pode ajudar a escolher novas espécies

A população poderá auxiliar a prefeitura na escolha de espécies de árvores para plantio adequado em calçadas até às 10h do dia 27/09. Um grupo de trabalho foi criado com o objetivo de elencar novas espécies para arborização urbana e disponibilizará o link https://bit.ly/2k4xXDM para que a população auxilie na escolha das 20 árvores que mais gostar, seja pelo porte, cor e formato das flores.

As árvores escolhidas serão levadas para discussão nas oficinas participativas, que acontecerão nos próximos meses. 

Podas pela CPFL

Em nota, a CPFL Paulista diz que a responsabilidade por realizar podas de árvores é da Prefeitura Municipal. Mas que a companhia realiza podas preventivas e emergenciais para evitar riscos de danos à rede elétrica e em situações que possam comprometer a segurança das pessoas e o fornecimento de energia. "Entre janeiro e agosto de 2019, a CPFL Paulista realizou 11.700 podas de caráter preventivo ou de urgência na cidade de Bauru", diz o texto.

Mais recursos

De acordo com a secretária interina da Secretaria do Meio Ambiente (Semma), Keila Priscila Venturelli de Souza, ainda neste ano, será liberado alguns recursos para a pasta investir em novos aparelhos. "A quantia será disponibilizada por meio do Fundo Municipal do Meio Ambiente, para a aquisição de alguns equipamentos permanentes como carros, caminhões, maquinário. Isso está vindo para auxiliar o desenvolvimento das ações, porque hoje, temos duas viaturas uma em cada setor para atender a demanda de cinco técnicos, o que pode causar demora nos nossos trabalhos", conclui.

 

Cursos para credenciamento

Vinicius Bomfim

Eduardo Bojikian Rissi mostra árvore que fica em frente à empresa, na rua Treze de Maio

Com uma árvore antiga em frente à empresa onde é administrador, algumas dúvidas foram surgindo para Eduardo Bojikian Rissi, de 30 anos. A fiação começou a se emaranhar com as folhas e os galhos a cair, inclusive, em cima dos carros de clientes e funcionários da empresa. Era o momento de tomar providências, o que ele não sabia muito bem como fazer.

"Eu tinha consciência de que, se fosse podado de forma errada, poderia nos causar uma multa. Mas também não sabíamos como proceder. Entramos em contato com a Semma, mas eles passavam para a CPFL que, por sua vez, devolvia para a Semma", conta Eduardo.

Depois de um tempo com o problema, Eduardo contratou uma empresa de paisagismo que realizou o serviço por R$ 500. "Os trâmites com a secretaria foi a empresa que fez, já a minha parte foi ver a interdição da rua que foi necessária", conta. "Os biólogos da empresa ainda descobriram que a árvore está doente e, por conta disso, sempre que veem fazer manutenção em nosso jardim, examinam a situação dela", completa.

CUSTO ELEVADO

A dona desta empresa, que realiza podas e supressões, é Teresa Cristina Mastrangelli, 47. A bióloga e paisagista conta que além dela todos os seus funcionários são qualificados pela ABNT NBR 2046/1, além de contarem com o credenciamento de poda da prefeitura. "A realidade de Bauru, hoje, é de uma boa parte árvores doentes e envelhecendo. Aqui, recebemos ligações e quando vamos atender, vemos situações de árvores complicadas, às vezes em estado de queda, toda comprometida com cupim. Os preços variam de acordo com a complexidade do serviço e de aparelhos que serão necessários para o procedimento, mas podem chegar até 3 mil reais", comenta. "Sei do caso de uma árvore centenária que custaria 30 mil reais para ser retirada de uma empresa", completa.

A profissional ainda ressalta que existem árvores morrendo com ataques de insetos porque está sendo feita uma poda errada. "É um problema muito sério e social, não pode ser feito sem qualificação. Nós temos que cuidar das árvores que nós temos agora e tentando prever quedas com a maior antecedência possível", conclui.

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