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Bairros

"Água que chega pode ser bebida"

A afirmação é da diretora de serviços da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Bauru que cuida do tratamento deste recurso natural; especialista comenta

por Ana Beatriz Garcia

15/09/2019 - 06h00

Malavolta Jr.

Água da ETA é analisada quanto ao pH, cor, turbidez, flúor, cloro, coliformes (totais e fecais) e as bactérias heterotróficas

Mais de 374 mil habitantes recebem, todos os dias, água proveniente dos aquíferos Guarani e Bauru ou da Estação de Tratamento de Água (ETA). Seja em casa, condomínios, indústrias, para alimentação ou para limpeza, esse recurso natural é utilizado em nosso dia a dia – principalmente com a chegada do calor – e a sua qualidade é imprescindível.

De acordo com a diretora de serviços da ETA de Bauru, Camilla Zanatta Gonçalves, a água que chega até a população é pronta para uso. “A água pode ser bebida, tanto a do poço quanto a da ETA”, afirma.

A constatação vem da confiança no processo de tratamento realizado na Estação de Tratamento e nas análises diárias feitas pela equipe. “Seguimos uma portaria e a cada dois anos somos inspecionados pelo Inmetro. Também são feitas, semestralmente, por um laboratório licitado pelo DAE, análises que dependem de equipamentos mais sofisticados que nós não temos”, diz. “Aqui na estação, fazemos análises diárias, para o controle da qualidade. São dois coletores que saem daqui para fazer coleta em diferentes pontos da cidade em residências, escolas e hospitais, que recebe água de poço e água de ETA e a analisamos quanto ao pH, cor, turbidez, flúor, cloro, coliformes (totais e fecais) e as bactérias heterotróficas”, completa.

TRAJETO

Mesmo com todo o tratamento, depois de sair da ETA, a água passa pelas tubulações da cidade que podem estar depreciadas pela idade ou infiltrações. Sendo assim, Camilla explica que existe uma preparação e uma análise para isso. “Adicionamos o ortopolifosfato, que é um produto utilizado para realizar a retirada de elementos que estejam incrustados no encanamento, que podem ocasionar corrosão. É feita uma blindagem da rede com esse produto, garantindo que a tubulação não afetará a qualidade da água. E, pela análise de cor e turbidez, também sabemos que está dentro dos parâmetros sem arrastar resquício de ferro ou manganês da tubulação”, explica.

PROCESSOS

As etapas do tratamento são distintas para a água retirada do Rio Batalha (que abastece 40% da população) e dos aquíferos (que abastecem 60%). “Com a água do Batalha, fazemos uma pré-oxidação com dióxido de cloro e ela já sobe para a estação de tratamento já oxidada, o que já elimina parte da matéria orgânica da água. Quando chega aqui, ela passa pelo processo de floculação, decantação e filtração, chamado de tratamento convencional, que tira a água do rio que está imprópria pra beber e adiciona produtos químicos para deixá-la potável”, afirma.

Na etapa de floculação tem-se a remoção de cor e turbidez, carga orgânica, organismos patogênicos passíveis de coagulação, eliminação de algumas substâncias que conferem sabor e odor, entre outros. Na decantação, as partículas suspensas propiciam a clarificação da água pela separação da fase sólida. Já a etapa de filtração consiste na remoção das partículas suspensas e coloidais e de micro-organismos presentes na água que escoa através de um meio filtrante, o qual pode ser composto de camadas alternadas de areia e carvão. “Na água de poço só adicionamos cloro, para desinfecção e o flúor, para evitar cáries. O processo é obrigatório pela portaria”, conclui Camilla.

'Até o hidrômetro'

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Gustavo Ribeiro fala sobre parâmetros que devem ser analisados

Mais de 374 mil habitantes recebem, todos os dias, água proveniente dos aquíferos Guarani e Bauru ou da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Rio Batalha. Seja em casa, condomínios, indústrias, para alimentação ou para limpeza, esse recurso natural é utilizado em nosso dia a dia e a sua qualidade é imprescindível.

De acordo com a diretora de serviços da ETA de Bauru, Camilla Zanatta Gonçalves, a água que chega até a população é pronta para uso. "A água pode ser bebida, tanto a do poço quanto a da ETA", afirma.

A constatação vem da confiança no processo de tratamento realizado na Estação de Tratamento e nas análises diárias feitas pela equipe. "Seguimos uma portaria e a cada dois anos somos inspecionados pelo Inmetro. Também são feitas, semestralmente, por um laboratório licitado pelo DAE, análises que dependem de equipamentos mais sofisticados, que nós não temos", diz. "Aqui na estação, fazemos análises diárias, para o controle da qualidade. São dois coletores que saem daqui para fazer coleta em diferentes pontos da cidade em residências, escolas e hospitais que recebem água de poço e água de ETA e analisamos quanto ao pH, cor, turbidez, flúor, cloro, coliformes (totais e fecais) e as bactérias heterotróficas", completa.

TRAJETO

Mesmo com todo o tratamento, depois de sair da ETA, a água passa pelas tubulações da cidade que podem estar depreciadas pela idade ou infiltrações. Sendo assim, Camilla explica que existe uma preparação e uma análise para isso. "Adicionamos o ortopolifosfato, que é um produto utilizado para realizar a retirada de elementos que estejam incrustados no encanamento, que podem ocasionar corrosão. É feita uma blindagem da rede com esse produto, garantindo que a tubulação não afetará a qualidade da água. E, pela análise de cor e turbidez, também sabemos que está dentro dos parâmetros sem arrastar resquício de ferro ou manganês da tubulação", explica.

PROCESSOS

As etapas do tratamento são distintas para a água retirada do Rio Batalha (que abastece 38% da população) e dos aquíferos (que abastecem 62%). "Com a água do Batalha, fazemos uma pré-oxidação com dióxido de cloro e ela já sobe para a estação de tratamento já oxidada, o que já elimina parte da matéria orgânica da água. Quando chega aqui, ela passa pelo processo de floculação, decantação e filtração, chamado de tratamento convencional, que tira a água do rio que está imprópria pra beber e adiciona produtos químicos para deixá-la potável", afirma.

Na etapa de floculação tem-se a remoção de cor e turbidez, carga orgânica, organismos patogênicos passíveis de coagulação, eliminação de algumas substâncias que conferem sabor e odor, entre outros. Na decantação, as partículas suspensas propiciam a clarificação da água pela separação da fase sólida.

Já a etapa de filtração consiste na remoção das partículas suspensas e coloidais e de micro-organismos presentes na água que escoa através de um meio filtrante, o qual pode ser composto de camadas alternadas de areia e carvão.

"Na água de poço só adicionamos cloro, para desinfecção e o flúor, para evitar cáries. O processo é obrigatório pela portaria", conclui Camilla.

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