Bauru e grande região

Bairros

Estação chega com menos flores

Algumas floradas já estão diferentes do normal, nesta entrada da primavera, por conta da diminuição das chuvas

por Ana Beatriz Garcia

22/09/2019 - 06h00

Samantha Ciuffa

Lourdes de Cássia Penteado fala sobre o cultivo das plantas no Viveiro Municipal

JANELA

"Já estamos sentindo o impacto dessa diminuição da chuva em algumas plantas que já era para terem dado florada"

Lourdes de Cássia Penteado, coordenadora do Viveiro Municipal

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Pela cidade, canteiros centrais, praças públicas, calçadão, escolas e paisagismos em locais públicos recebem o colorido da estação com as novas floradas do Viveiro Municipal José de Souza Sobrinho "Zé da Lata", da Secretaria do Meio Ambiente. No entanto, por lá, algumas plantas já sentem as mudanças no clima com temperaturas mais altas e menos chuvas.

Há 10 anos no viveiro, Lourdes de Cássia Penteado, coordenadora do local, conta que, nesta entrada de primavera, já foi possível notar algumas diferenças em algumas espécies. “A primavera é típica dessa época. Nesta fase do ano, ela já está completamente rosa ou roxa, cheia de flores, mas neste ano, não floriu como de costume. A azaleia é outra flor da primavera, mas já estão caindo as flores dela. Ela adiantou a florada, mas não manterá as flores por toda a estação”, afirma enquanto mostra um exemplar da planta do viveiro.

No local, também é feita a doação de mudas de árvores para calçada e pra adoção de praças. São disponibilizadas duas por endereço. “Temos que jogar muita água nas mudas. São duas vezes por dia, para cuidar delas. Às vezes, com esse calor forte, elas queimam”, conta Lourdes.

IMPACTO

Lourdes aposta na estiagem como motivo para as alterações na florada. E de fato choveu menos. De acordo com dados do IPMet, de junho a agosto, a chuva registrou 55,6 milímetros, bem abaixo dos 145 milímetros de precipitação, no mesmo período de 2018. “Na realidade, a água que regamos as plantas não tem os nutrientes necessários que estão na chuva. Tanto é que, quando chove, elas ficam revigoradas. Já estamos sentindo o impacto dessa diminuição da chuva em algumas plantas que já era para terem dado florada. Nas frutíferas também, que precisam de chuva para segurar os frutos”, comenta.

Além disso, ela comenta que é necessário que haja todo um cuidado preliminar para que a primavera seja, de fato, bem florida. “A poda e a remexida no vaso tem de ser feita no inverno, para que elas se estressem uma vez só. O ideal é chegar na primavera e não mexer nas plantas para elas florirem”, sugere.

TEMPERATURA

Em termos de temperatura, ela conta que, no viveiro, procuram cultivar as espécies que têm maior resistência ao sol, já que elas ficarão em locais com bastante luz. “Aqui é um berçário para essas flores, nós cultivamos até o momento de levá-las para os pontos que elas serão plantadas na cidade. Além de fazer a revitalização desses pontos depois. Antes, doávamos também mudas de flores, mas, agora, contamos com menos funcionários. Então, o que cultivamos é para a cidade”, finaliza.

10.ª Ceagesp em flor

Tainá Vétere

Plantas de diversas espécies estão em exposição no Ceagesp em Flor até 18h, hoje

Pela cidade, canteiros centrais, praças públicas, calçadão, escolas e paisagismos em locais públicos recebem o colorido da estação com as novas floradas do Viveiro Municipal José de Souza Sobrinho "Zé da Lata", da Secretaria do Meio Ambiente. No entanto, por lá, algumas plantas já sentem as mudanças no clima com temperaturas mais altas e menos chuvas.

Há 10 anos no viveiro, Lourdes de Cássia Penteado, coordenadora do local, conta que, nesta entrada de primavera, já foi possível notar algumas diferenças em algumas espécies. "A primavera é típica dessa época. Nesta fase do ano, ela já está completamente rosa ou roxa, cheia de flores, mas neste ano, não floriu como de costume. A azaleia é outra flor da primavera, mas já estão caindo as flores dela. Ela adiantou a florada, mas não manterá as flores por toda a estação", afirma enquanto mostra um exemplar da planta do viveiro.

No local, também é feita a doação de mudas de árvores para calçada e pra adoção de praças. São disponibilizadas duas por endereço. "Temos que jogar muita água nas mudas. São duas vezes por dia, para cuidar delas. Às vezes, com esse calor forte, elas queimam", conta Lourdes.

IMPACTO

Lourdes aposta na estiagem como motivo para as alterações na florada. E de fato choveu menos. De acordo com dados do IPMet, de junho a agosto, a chuva registrou 55,6 milímetros, bem abaixo dos 145 milímetros de precipitação, no mesmo período de 2018. "Na realidade, a água que regamos as plantas não tem os nutrientes necessários que estão na chuva. Tanto é que, quando chove, elas ficam revigoradas. Já estamos sentindo o impacto dessa diminuição da chuva em algumas plantas que já era para terem dado florada. Nas frutíferas também, que precisam de chuva para segurar os frutos", comenta.

Além disso, ela comenta que é necessário que haja todo um cuidado preliminar para que a primavera seja, de fato, bem florida. "A poda e a remexida no vaso tem de ser feita no inverno, para que elas se estressem uma vez só. O ideal é chegar na primavera e não mexer nas plantas para elas florirem", sugere.

TEMPERATURA

Em termos de temperatura, ela conta que, no viveiro, procuram cultivar as espécies que têm maior resistência ao sol, já que elas ficarão em locais com bastante luz. "Aqui é um berçário para essas flores, nós cultivamos até o momento de levá-las para os pontos que elas serão plantadas na cidade. Além de fazer a revitalização desses pontos depois. Antes, doávamos também mudas de flores, mas, agora, contamos com menos funcionários. Então, o que cultivamos é para a cidade", finaliza.

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