Bauru e grande região

Bairros

Quem foi Marcos de Paula Raphael

Com a possibilidade de morar próximo a diversos serviços e ainda trabalhar na avenida, moradores do bairro ressaltam como é bom morar no local

por Ana Beatriz Garcia

06/10/2019 - 06h00

"Eu amo morar aqui". Essa foi a frase repetida por quase todos os entrevistados da reportagem. Isso porque, mesmo que não trabalhem na região, conseguem pagar suas contas, ir ao banco, comprar comidas, roupas, acessórios para os pets e muito mais, em um só lugar.

"É como se estivéssemos no Centro da cidade", diz Camila Rodrigues de Souza Brito, de 34 anos, que mora ao lado da avenida Marcos de Paula Raphael e diz não ter vontade de se mudar. Mesmo com todo o movimento da via, ela garante que o local não é barulhento e perigoso. "A gente sabe que já teve assalto por aqui, mas não é frequente, não ficamos sabendo não. Acho que o movimento ajuda nisso também, mas era ainda melhor quando tínhamos o pelotão da Polícia Militar aqui perto", comenta.

Até para quem não mora assim tão perto, ter a avenida no trajeto para casa ajuda. "Todo dia, voltando do trabalho, passo por aqui e já aproveito para resolver alguma coisa, como pagar uma conta, que é o que vou fazer agora", conta Alexsandra Affonso, de 46 anos. Da avenida ela só tem uma reclamação. "É bem difícil achar lugar para estacionar nesta avenida, eu dei sorte", diz após estacionar seu carro praticamente em frente à Lotérica.

FALTA O QUÊ?

Com todo esse apreço pela avenida, será que falta alguma coisa para essa região? Diz Camila que seria melhor que a avenida tivesse mais opções de lazer para jovens e as famílias. "Também seria bom ter outras agências bancárias por aqui", comenta.

Já Edmara Mourão Garcia, 35 anos, não sente falta de quase nada na região. Ela mora nas proximidades de onde trabalha, em um negócio que está localizado na avenida desde 1993. "A empresa é do meu sogro e começou como um armarinho, hoje vendemos rações e assessórios para os pets. Se for ver, na avenida temos muitas opções, penso que só falta uma loja de presentes, mas de resto, temos de tudo", comenta. "Eu não troco essa região por nada", completa.

A praticidade de morar e trabalhar no mesmo local também é vista como qualidade de vida por ela. "Como não tenho agência do meu banco aqui, faço as transações pela Internet e é só isso que me faria sair daqui. Nem uso muito carro, não pego trânsito, acho ótimo", diz.

AMIZADE

E nesse clima de quem gosta de onde mora, muitos por ali se conhecem como nas cidades pequenas. O açougueiro José Mauro da Conceição, de 53 anos, destaca a relação que tem com seus clientes e vizinhos. "Sou uma pessoa que gosta de conversar. Então, todo que vem aqui a gente conversa e dá risada. Tem quem passe só para cumprimentar e a gente acaba vendo muita gente todos os dias", afirma.

Vindo de Marília, ele mora no bairro e tem seu açougue há 14 anos. "Aqui fiz amigos e penso que foi um presente de Deus ter chegado no bairro que me trouxe tanto crescimento. Era pra ser, para eu me firmar aqui. Não penso ir embora não", conclui.

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