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Verão se aproxima e Bauru vai contratar nova empresa para fazer limpeza urbana

Já vivendo dias chuvosos e quentes, preocupação com a manutenção de áreas municipais e particulares aumenta, pois neste ano a cidade teve a pior epidemia de dengue da história

27/10/2019 - 06h00

Tainá Vétere

Terreno na Alameda Licurgo, quadra 3, no Pq. Santa Edwirges

Com a chegada do período de chuvas e do calor, o sinal de alerta volta a acender para as doenças relacionadas à limpeza urbana, particularmente a dengue, provocada pelo terrível mosquito aedes aegipyt. Lembrando que a sujeira e, consequentemente, os criadouros de dengue foram responsáveis pela maior epidemia da doença já vista na história de Bauru, que liderou estatísticas negativas em todo o País. O JC mostrou recentemente que mesmo em agosto e setembro, durante o inverno, ainda havia casos em hospitais. Mas e agora, como estão as dezenas de milhares de terrenos da cidade para receber a estação que o aedes e outros vetores de doenças gostam? A prefeitura chegou a contratar uma empresa para fazer a limpeza, ela atuou durante alguns meses neste ano, mas o contrato já terminou e não foi renovado. Uma licitação busca uma nova empresa, que deve ser contratada apenas em novembro ou dezembro.

O ano de 2019 foi marcado pela pior epidemia da história em relação à doença, com 32 pessoas mortas e mais de 25 mil doentes. A maior parte inserida entre os meses de janeiro e junho. Um aplicativo (app) desenvolvido por equipes da própria prefeitura foi disponibilizado à população para denúncias de terrenos sujos e sem conservação, sob o nome "Limpeza pra Valer".

As denúncias ajudaram os fiscais a notificar e multar mais rapidamente os proprietários de lotes sujos e a direcionar a limpeza para a empresa que estava contratada. O app segue ativo (https://app.bauru.sp.gov.br/).

APP E NOTIFICAÇÕES

O prefeito Clodoaldo Gazzetta fez um decreto lei, no início do primeiro semestre, que resultou na notificação de todos os 32 mil proprietários de terrenos particulares de Bauru. A norma dava prazo de 30 dias para os proprietários de imóveis e terrenos realizarem a limpeza dos mesmos, sob pena de multa. Depois desse prazo, a Prefeitura de Bauru estaria autorizada a realizar a limpeza dos terrenos, diretamente ou através de empresa privada. O proprietário é autuado e fica sujeito a multa no valor de R$ 5,00 por metro quadrado. Os custos do serviço também são cobrados do proprietário.

Em março, uma empresa (Urban) foi contratada para prestar o serviço de limpeza terceirizado. Mas, passados apenas três meses, o andamento dos trabalhos teve redução e a empresa pediu realinhamento de preços para o município. O assunto foi para a Secretaria de Negócios Jurídicos, que não concordou, e o ritmo de trabalho diminuiu drasticamente até chegar ao fim do contrato, em junho.

Desde o lançamento do aplicativo 'Limpeza pra Valer', também em março, até julho passado, a prefeitura recebeu 2.900 denúncias, que geraram 1.105 ordens de serviço para a empresa terceirizada. Dessas, 588 foram realizadas, sendo 440 pela empresa e 148 pelos próprios proprietários. Ainda dentro do total de denúncias, outros 420 terrenos já estavam limpos quando os fiscais foram até os imóveis, em todas as regiões. De lá para cá, as denúncias no aplicativo reduziram bastante.

A Urban venceu a licitação com o valor de R$ 0,28 o metro quadrado.

A empresa, contudo, pediu realinhamento de preço, o que foi negado. Nova licitação já está em andamento com objetivo de ter um resultado até dezembro. Por enquanto, a Sear e a Emdurb fazem a limpeza para os terrenos públicos, a partir de denúncia ou fiscalização.

O secretário das Regionais, Etelvino Zacarias, informa que há um cronograma de limpeza nessa áreas. "A nossa equipe de fiscalização continua fazendo a constatação e notificando os proprietários e, caso não limpem, recebem um multa de R$ 5,00 o metro quadrado", lembra.

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