Bauru e grande região

Bairros

Queixas sobre buracos crescem 40%

Asfalto antigo, falta de sistema de drenagem e rede de água obsoleta se somam às chuvas constantes nesta época

por Tisa Moraes

29/12/2019 - 06h00

Tainá Vétere

Cruzamento entre as ruas Waldemar Rodrigues dos Santos e Andrey Stéfano Cavagna, no Bauru 2000

A chegada do período de chuvas torna ainda mais crítico um problema já conhecido por quem transita pelas ruas de Bauru. Principalmente nos bairros onde o asfalto é antigo, onde não há sistema de drenagem para escoamento da água da chuva ou onde a tubulação é feita de ferro fundido, os buracos se multiplicam nesta época do ano, provocando um aumento expressivo do número de reclamações dos moradores.

Somente na Secretaria Municipal de Obras, o volume de queixas já é 40% maior em comparação com os meses de inverno, quando o tempo fica mais seco. “De outubro até abril, nossa demanda realmente aumenta bastante, sendo que dezembro a fevereiro é o período mais intenso de trabalhos. São desde buracos pequenos até os grandes”, pontua o titular da pasta, Sidnei Rodrigues.

Segundo ele, neste ano, até novembro, a Obras já tapou mais de 50 mil buracos na cidade. Entre os bairros mais problemáticos, ele destaca o Núcleo Nobuji Nagasawa (Bauru 2000), Vila São Paulo, parte da Vila Ipiranga e Vila Industrial, e região dos núcleos Redentor e Geisel.

“O asfalto tem uma vida útil de oito anos, mas, em muitos lugares, as ruas nunca foram recapeadas. Como é um serviço que custa caro, temos de buscar soluções paliativas, por meio de tapa-buracos, de acordo com os recursos disponíveis”, argumenta.

Todo o asfalto é produzido na usina do próprio município, mas, de acordo com Rodrigues, a secretaria mantém, como retaguarda, contrato por ata de registro de preço com uma empresa terceirizada, que também pode fornecer o material. Já o asfalto utilizado para reparar as valas abertas pelo DAE após manutenção da rede de água e esgoto é adquirido de uma empresa terceirizada. O serviço, contudo, é realizado com mão de obra da própria autarquia.

REDE ANTIGA

Presidente do departamento, Eliseu Areco Neto revela que o volume de queixas no período chuvoso é cerca de 15% maior na comparação com a época mais seca do ano. De acordo com ele, a alta ocorre pela elevação da pressão de água na tubulação que, em boa parte da cidade, é antiga.

“Quando a lagoa de captação do Rio Batalha está cheia e o abastecimento chega à capacidade máxima, a pressão se torna constante na rede, causando mais vazamentos e, por consequência, a necessidade de abertura das vias para reparo”, detalha.

Entre as regiões mais críticas, ele cita a Vila Falcão e bairros adjacentes, onde a rede mais antiga, feita com ferro fundido. O material, já obsoleto, é mais suscetível a apresentar fissuras e, consequentemente, vazamentos. “Na área central, também tem. Mas, até o momento, não foram tantos e conseguimos atender a demanda mais rapidamente”, frisa.

As chuvas, contudo, são empecilho para o andamento dos trabalhos, já que, com a terra úmida da vala, não é possível recompor a base e a sub-base do pavimento de modo imediato. Outro problema que trava os serviços é a mão de obra em número insuficiente.

Há cerca de dois meses, o contrato que garantia o trabalho de reeducandos terminou e a renovação ainda está sendo concluída. A expectativa é de que, dentro de 10 dias, seis ajudantes voltem a atuar junto às equipes de tapa-buracos.

Liberação e horas extras

A chegada do período de chuvas torna ainda mais crítico um problema já conhecido por quem transita pelas ruas de Bauru. Principalmente nos bairros onde o asfalto é antigo, onde não há sistema de drenagem para escoamento da água da chuva ou onde a tubulação é feita de ferro fundido, os buracos se multiplicam nesta época do ano, provocando um aumento expressivo do número de reclamações dos moradores.

Somente na Secretaria Municipal de Obras, o volume de queixas já é 40% maior em comparação com os meses de inverno, quando o tempo fica mais seco. "De outubro até abril, nossa demanda realmente aumenta bastante, sendo que dezembro a fevereiro é o período mais intenso de trabalhos. São desde buracos pequenos até os grandes", pontua o titular da pasta, Sidnei Rodrigues.

Segundo ele, neste ano, até novembro, a Obras já tapou mais de 50 mil buracos na cidade. Entre os bairros mais problemáticos, ele destaca o Núcleo Nobuji Nagasawa (Bauru 2000), Vila São Paulo, parte da Vila Ipiranga e Vila Industrial, e região dos núcleos Redentor e Geisel.

"O asfalto tem uma vida útil de oito anos, mas, em muitos lugares, as ruas nunca foram recapeadas. Como é um serviço que custa caro, temos de buscar soluções paliativas, por meio de tapa-buracos, de acordo com os recursos disponíveis", argumenta.

Todo o asfalto é produzido na usina do próprio município, mas, de acordo com Rodrigues, a secretaria mantém, como retaguarda, contrato por ata de registro de preço com uma empresa terceirizada, que também pode fornecer o material. Já o asfalto utilizado para reparar as valas abertas pelo DAE após manutenção da rede de água e esgoto é adquirido de uma empresa terceirizada. O serviço, contudo, é realizado com mão de obra da própria autarquia.

REDE ANTIGA

Presidente do departamento, Eliseu Areco Neto revela que o volume de queixas no período chuvoso é cerca de 15% maior na comparação com a época mais seca do ano. De acordo com ele, a alta ocorre pela elevação da pressão de água na tubulação que, em boa parte da cidade, é antiga.

"Quando a lagoa de captação do Rio Batalha está cheia e o abastecimento chega à capacidade máxima, a pressão se torna constante na rede, causando mais vazamentos e, por consequência, a necessidade de abertura das vias para reparo", detalha.

Entre as regiões mais críticas, ele cita a Vila Falcão e bairros adjacentes, onde a rede mais antiga, feita com ferro fundido. O material, já obsoleto, é mais suscetível a apresentar fissuras e, consequentemente, vazamentos. "Na área central, também tem. Mas, até o momento, não foram tantos e conseguimos atender a demanda mais rapidamente."

As chuvas, contudo, são empecilho para o andamento dos trabalhos, já que, com a terra úmida da vala, não é possível recompor a base e a sub-base do pavimento de modo imediato. Outro problema que trava os serviços é a mão de obra em número insuficiente.

Há cerca de dois meses, o contrato que garantia o trabalho de reeducandos terminou e a renovação ainda está sendo concluída. A expectativa é de que, dentro de 10 dias, seis ajudantes voltem a atuar junto às equipes de tapa-buracos.

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