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Ciências

Os vírus têm vida?

Ciência no Dia a Dia - Alberto Consolaro

01/02/2020 - 03h32

Interior de uma célula com milhares de vírus prontos como carros no estacionamento da montadora de veículos!

É tão pequeno que fica difícil vê-los e por muito tempo se achou que eram substâncias tóxicas ou venenos! A palavra "vírus" é sinônimo de veneno! A maioria são mutantes e modificam sua composição a todo instante, como os coronavírus. Quando se faz uma vacina, logo aparece outra variante!

Imaginem o vírus como jabuticabas e lichias muito pequenas, mas muito mesmo, soltas por aí ao sabor dos ventos em todos os lugares como partículas nanométricas! Onde tem mais gente, tem mais vírus e são tão pequenos que uma bactéria parece uma gigante e pode ser infectada por eles, acreditem!

Sim, bactérias têm viroses!

Os vírus podem estar quietos na floresta, dentro de uma geleira ou em animais sem fazer mal algum, como nos frangos e porcos. Se liberados, sofrem variações e começam a fazer mal aos humanos: assim nasce uma nova doença! Eles são tão minúsculos que não dá para falar em milhares ou milhões de vírus, mas sim bilhões e trilhões, e cabem em todos os lugares!

As "jabuticabas" ou vírus por fora têm proteínas na capa e no interior tem um "fiozinho" ou filamento de DNA ou RNA, mas não têm metabolismo próprio e nem proliferam sozinhos! Proliferarão apenas se entrarem em uma célula do corpo e da qual usará tudo para ela virar uma "fabriquinha" de vírus até que morra depois de liberar "zilhões" de novos vírus! Neste período o corpo fica doente! Onde tem gente, eles deitam e rolam, afinal, cada um de nós tem 10 trilhões de células ou potenciais "fábricas virais"!

"VIDA"?

Para a ciência, vida é todo fenômeno que anima a matéria, como os íons que mudam a posição na molécula! Se assim for, tudo tem vida, até os vírus! Se a reprodução for critério para ter vida, os animais híbridos como as mulas não deveriam ser chamados de seres vivos, pois não proliferam. As formigas obreiras não se reproduzem!

Se o movimento, a capacidade de se transformar, de acumular energia e massa podem ser critérios para confirmarmos a presença da vida, as estrelas são vivíssimas pois fazem tudo isto e ainda pulsam, piscam, emitem energia. O Sol é nossa estrela maior. Lindas estrelas!

A barata, o sapo, o carrapato, a pulga e o morcego são vidas. As vacas, porcos, frangos e peixes também são vidas como as plantas. Definir vida não é fácil, então, definir o que é tirar a vida, dar a vida ou estragar a vida também deve ser difícil. Quando matamos os animais ou cortamos o pé de uma planta, como a alface, estamos tirando uma vida de circulação.

POR FIM!

Nas refeições ingerimos o que foi vida! Será que precisamos comer vidas para manter a nossa existência? Quando não se fornece alimentos, tira-se a vida. Quando não atendemos no hospital, tiramos a vida. Quando não se presta socorros, nega-se a vida. Quantas vidas tiramos de circulação, negamos ou comemos por dia? Quantas vidas moram em nós?

E todos querem a vida eterna. Ai, ai, ai... e agora?

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