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29/02/2020 - 06h00

O assunto é inevitável, virou palavra da moda e necessitamos saber claramente do que se trata. Se lhe perguntarem o que é "Inteligência Artificial" - ou IA, saberias explicar a ponto do amigo sair da conversa sabendo do que se trata?

O INÍCIO

Dizem que tenho um cérebro muito bom, pois sei muita coisa e respondo rapidamente às provocações e situações inusitadas. Imediatamente respondo: - Não é nada disso, o que tenho são glúteos e músculos das coxas maravilhosos e desde muito pequeno. Se não soubesse o significado de uma palavra ou mecanismo de alguma coisa que me falassem, era na hora!

Levantava e ia ao dicionário ou pegava a enciclopédia, livros e revistas que saciassem minha curiosidade. Perguntava para pessoas tudo o que era interessante e não media esforço físico para aprender e saber. Depois da saga da descoberta, eu contava para todos os amigos e não amigos. Até hoje tenho esta mania, mas procuro me controlar para não ser tão chato!

Claro que meu cérebro é normal, apesar de teimoso, persistente e inquieto. Se quero saber, eu não desisto de buscar, pesquisar e raciocinar, mesmo que sozinho ou em grupo, no banho ou quase dormindo e até de manhã, rolando na cama, antes do dia começar. No entanto, tenho uma característica marcante: não ligo de errar, mesmo que seja dezenas de vezes! Repito e faço de novo quantas vezes for necessário, me divirto fazendo tudo de novo. Dizer que errei faz parte do meu dia a dia.

AQUISIÇÃO

Por que adquiri a tal Inteligência Artificial? Eu sei um monte de coisas por me permitir errar e tentar muitas vezes. Quando se erra muito, se aprende muito também e os humanos aprenderam que este método de ensinar e aprender funciona com os computadores.

Você escolhe um padrão de cores, formas, faces, armas, movimentos, sons, vozes, olhares, números e palavras e pede para o computador via programa identificar ou escolher qual o padrão que você quer que escolha. É claro que ele vai escolher errado e certo muitas vezes, mas depois de milhões de vezes que a máquina repete o mesmo teste de escolha, ele quase só acerta e quase nunca erra! Incrível, mas os circuitos do computador criam uma enorme quantidade de conexões chamadas de "rede neural", igual o que ocorre nos nossos neurônios.

Sim, o computador aprende por persistência, insistência, por errar muito, muito, muito! Assim aprende a reconhecer íris, faces, movimentos suspeitos, vozes e tudo que possa ser repetidamente aprendido! Mas, sentimentos e emoções o computador aprende também? Claro que não e nem há expectativas no tempo, apesar das tentativas!

CONCLUSÃO

Aprendi muito porque errei muito, demais! Valeu a pena, pois meu cérebro se encheu de saber! Como foi bom meus pais ensinarem não ter preguiça ou comodismo. Nem imaginei que um dia isto se chamaria Inteligência Artificial!

Os erros ensinam e a desistência mata lentamente!

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