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Yeah rock!

Destaque no novo rock nacional, cariocas do Moptop fazem show em Bauru com grupos do Interior

por Da Redação

28/07/2007 - 07h00

Se fosse preciso apontar no rock nacional um novo nome que realmente interessa, esse seria o Moptop. A banda carioca com pouco mais de quatro anos de estrada já foi comparada incansavelmente a Strokes e Franz Ferdinand, a Los Hermanos e outros, sendo que o lugar-comum entre elas é unicamente o rock - retrô sem cheiro de naftalina, punk sem lápis nos olhos e indie sem lamúrias adolescentes. É rock jovem, novo, cheio de influências e, por isso mesmo, sem similares no mercado. Produto raro.

Hoje é a chance dos bauruenses conhecerem o som do Moptop ao vivo. Com promoção da Rocktuts, a banda faz show na Vip Night Club em noite que ainda terá os grupos Your Name (Ribeirão Preto), Jaú (Gato Carteiro), Estereoterapia e Tirania (ambas de Bauru). A noite roqueira começa a partir das 20h e os ingressos estão à venda - já no segundo lote, a R$ 15,00.

De acordo com seu material de divulgação, a banda nem mesmo começou como uma banda, e sim como uma experiência de quarto do vocalista e principal compositor, Gabriel Marques. Tentando aprender a mexer em softwares de gravação e edição, ele registrou algumas canções e mostrou o resultado para o guitarrista Rodrigo Curi. A idéia poderia virar um hobby e foram convocados o baixista Daniel Campos e o baterista Mario Mamede.

As músicas foram colocadas na Internet e o restante é uma história que a “geração digital” vem assistindo se repetir cada vez com mais freqüência no mundo das gravadoras em colapso - Strokes, Fresno, Arctic Monkeys, Cansei de Ser Sexy, alguém?

Em seu material de divulgação, os músicos creditam sua repercussão ao fato de terem um site bacana (o premiado www.moptop.com.br) e de terem disponibilizado nele grande quantidade de material, mesmo depois de assinar com uma grande gravadora.

Desde o primeiro show, em 2003, o Moptop já abriu shows do Oasis, Keane e Placebo. Nesta semana, dividiram o palco com o Magic Numbers no Festival Indie Rock, no Rio de Janeiro e em São Paulo. “Eles são muito simpáticos, foram bem tranqüilos com a gente”, conta Gabriel, por telefone, ao JC Cultura.

Para o vocalista, as comparações constantes do som do Moptop com bandas como Strokes, Franz Ferdinand, Interpol e Kaiser Chiefs, entre muitas outras, são naturais. “Existe uma semelhança porque fazemos parte da mesma geração de bandas, que têm uma sonoridade mais próxima. Quem conhece nosso disco inteiro e os lados B que estão no nosso site sabe que o trabalho vai além dessas comparações”, afirma. “Mas os rótulos ajudaram a nos colocar para o público que gosta dessas bandas no Brasil”, analisa.

O Moptop já está preparando as músicas para o futuro segundo disco - e deve mostrar alguma coisa no show de hoje. Enquanto isso, a banda vem colhendo frutos da participação no projeto “MTV Ao Vivo 5 Bandas de Rock”, CD e DVD que dividiu com NX Zero, Hateen, Fresno e For Fun - e se sobressaiu a todas elas. “Foi uma ótima experiência. Acho que o público conhecia o Moptop menos do que as outras bandas, então tem aparecido uma molecada nos shows, uma galera mais nova, e isso tem sido bem legal para nós”, comenta Gabriel.

• Serviço

Moptop faz show na Vip Night Club hoje, a partir das 20h. Abertura: bandas Estereoterapia, Tirania, Your Name e Gato Carteiro. Ingressos à venda na Elo Musical, Companhia Musical, Tatto Age Clinic e Angel Music, a R$ 15,00. A Vip Night Club fica na avenida Nações Unidas, 23-46. Informações:(14) 8112-5489 e 3222-6857.

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Postura

As influências da banda ficam claras ao ouvir o disco “Moptop”, mas Gabriel faz questão de reforçá-las. “‘O Rock Acabou’ tem um quê de Strokes e Ramones. ‘Paris’ é meio Blondie e Clash. ‘Sempre Igual’ tem coisas do Jam e do Los Hermanos e ‘Bem Melhor’ é meio Cure”, descreve o vocalista, no material de divulgação. “Acho que a roupagem geral do trabalho é bastante próxima às bandas de indie rock que surgiram nos últimos três anos fora da Brasil (Strokes, Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs, The Hives, etc...) mas as canções são bem distintas umas das outras remetendo a diferentes épocas”, acrescenta.

E a história do “Yeah Rock”, que se tornou uma espécie de slogan do grupo? “Ah, isso é uma brincadeira. O site tinha uma abertura que carregava com uma mãozinha digitalizada e essa frase de forma despretensiosa. Os fãs começaram a falar e nós começamos a usar no marketing da banda (risos)”, explica Gabriel.

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