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Cultura

Pais passam 'paixões' para filhos

Time do coração, carros, banda preferida, profissão: referência paterna é importante e ajuda a formar e definir personalidade

por FolhaPress

11/08/2019 - 06h00

Pixabay

Pais passam para os filhos os seus gostos pessoais e predileções pelo resto da vida

São Paulo - Se você tem um time de coração, uma banda preferida ou segue uma profissão que aprendeu a gostar desde pequeno, possivelmente teve como base forte para essas escolhas a influência familiar. Em muitos casos, essa referência é paterna e ajuda a formar e definir gostos e predileções para o resto da vida.

Há muitas histórias de filhos que herdaram paixões dos pais, sejam elas hobbies, carreira ou esporte. São amores que passam de geração para geração.

Apaixonado por carros, o engenheiro civil José Rubbo Neto, 65 anos, fez questão de transmitir o que ele chama de "ferrugem no sangue" para o filho, o corretor de seguros Luciano Laruccia Rubbo, 32. Com interesse em comum por carros antigos, os dois largaram suas profissões, abriram uma oficina e vivem do amor pelas máquinas, modificando e personalizando carros.

"Comecei aos 15 anos, meu pai já mexia [com carros] e meu avô também. Sempre gostei de mexer nessas tranqueiras e deixá-las novinhas. Hoje nós dois não podemos ver um carro abandonado que já bate forte o coração", diverte-se o pai.

O filho, Luciano, conta que lembra como se fosse hoje do momento exato em que percebeu que também tinha a paixão pelas quatro rodas na veia. "Quando eu tinha 5 anos, fomos a uma feira e meu pai estava louco para comprar um carro antigo. Ele me mostrou dois modelos e disse para eu escolher um. Eu quis uma réplica de um Alfa Romeo vermelho e ele me deu de presente", recorda. Hoje, ambos têm de seis a sete carros antigos, parte da frota guardada em uma garagem em Santana e a outra na casa do pai, na Serra da Cantareira (ambos na zona norte).

Para José, os carros unem pai e filho cada vez mais. "Vamos tentando disseminar essa adoração por carros pela família e pela vizinhança. Virou uma febre. A gente tem divergências, mas com carro antigo a gente fica doido. Toda folga que temos estamos enfiados na garagem, e neste Dia dos Pais não será diferente", afirma.

E já há um novo membro da família de olho nos carrões que brilham na garagem. Neto de José, o filho de Luciano, que completará dois anos em setembro, já mostra sinais de que a paixão vêm de berço. "Ele já nasceu nesse meio. Ele já brinca de estar dirigindo. Tem afeição desde novinho. Provavelmente o filho do meu filho também terá esse gosto", diz Luciano.

Já o amor por um time de futebol, mais precisamente pelo Corinthians, é o que une cada vez mais a família Oliveira. Pai, filho e neto torcem para o mesmo time e não sabem o que é assistir a um jogo do Timão separados. É tradição.

"É algo herdado do meu pai, que passou para mim e eu passei para o meu filho, que passou para o meu neto. É uma paixão que rege nossos papos", diz Antonio Carlos de Oliveira Gomes, 51 anos, metalúrgico de São Bernardo do Campo (ABC).

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