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Cultura

Bares de Bauru celebram Raul Seixas

Roqueiro baiano morria há 30 anos, mas a sociedade alternativa formada por seus fãs mantém sua obra em evidência

por João Pedro Feza

21/08/2019 - 06h00

Reprodução

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A manhã de 21 de agosto de 1989 foi estarrecedora para os muitos fãs de Raul Seixas: o roqueiro baiano morria aos 44 anos em plena semana de lançamento de seu disco com Marcelo Nova, "A Panela do Diabo". Para não deixar o "Pai do Rock" do Brasil sem homenagens, bares de Bauru prepararam uma programação especial.

Hoje, às 19h, Raul Magaine (cover de Raulzito na cidade) solta a voz com sua banda no Bar do Barba - quadra 1 da rua Júlio prestes, Centro. Mais informações podem ser obtidas com Cristiane no (14) 9 9167-1623.

E, desde ontem à noite, o Bar do Genaro (rua Altino Arantes, 6-82, esquina com Wenceslau Braz, Vila Falcão) está com sua semana "30 Anos Sem Raul" na qual reúne fotos, revistas e outros atrativos relacionados ao adorável Maluco Beleza.

Nesta quarta, às 19h, o Bar do Genaro terá audição de vinil; na quinta, mesmo horário, exibição de clipes; na sexta, às 20h, Cris Souto canta Raul; e no sábado, 24/8, Raul Magaine faz seu tributo por lá às 20h30. 

Também no sábado, só que das 15h às 18h, Raul Magaine cantará sucessos como "Guitá", "Ouro de Tolo" e "Tente Outra Vez" no Dona Pinguetta Clube do Vinil Bar - rua Constituição, esquina com Hermínio Pinto, Higienópolis. Para saber mais: (14) 9 9706-2371.

SERVIÇO

Semana "30 Anos Sem Raul": de 20/8 a 24/8 no Bar do Genaro (rua Altino Arantes, 6-82, Vila Falcão; Raul Magaine (Raul cover): 21/8, hoje, no Bar do Barba (quadra 1 da rua Júlio Prestes, Centro), 24/8, sábado, às 15h, no Dona Pinguetta Clube do Vinil Bar (rua Constituição, esquina com Hermínio Pinto, Higienópolis); e 24/8, sábado, às 20h30, no Bar do Genaro.

 

Você sabia?

Manhã de 21 de agosto de 1989 em São Paulo: Raul Seixas é encontrado sem vida em seu apartamento. Sofreu parada cardíaca, mas já vinha com a saúde bastante debilitada por conta do alcoolismo durante décadas e de complicações

da diabetes.

Magaine por ele mesmo

Reprodução/Facebook

Ele prefere ser Raul Magaine: metamorfose até no nome

"Comecei muito sedo com tudo... Saí de casa com 12 anos e fui para a estrada. Mas, antes disso, aos 6, vi no plantão da Globo, no dia 21 de agosto de 1989, o anúncio da morte de Raul. Meu finado primo entrou em desespero. Chorava muito. Eu, garoto, não entendia o que estava acontecendo. Continuei montando um quebra-cabeças que havia ganhado no mesmo dia. Aí ele colocou um K7 para tocar e a primeira música foi 'Medo da Chuva'. Aquela canção entrou como uma explosão em meus ouvidos. Ali eu me maravilhei. Lembro que meu primo acabou me dando a fita e minha mãe colocava todo dia. Começava ali minha eterna paixão pela obra de Raul. Poucos sabem meu nome verdadeiro, pois não gosto de falar. Tudo que sou foi com Raul. Não posso dividir com quem não existe."

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