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Cultura

'Canto dos Malditos' chega a Bauru

Serão três sessões do espetáculo, hoje e amanhã, além da oficina de dança contemporânea "Dança para todos os corpos"

14/10/2020 - 05h00

Produção/Divulgação

"Canto dos Malditos": espetáculo solo de dança exacerba no corpo a solidão, o fracasso, a tristeza e a desesperança frente às atrocidades da vida

Contemplado pelo edital de circulação de dança do Proac/SP, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, o espetáculo "Canto dos Malditos", de Marcos Abranches, chega a Bauru nesta quarta (14) e quinta-feira (15). Serão três sessões do espetáculo, além da oficina de dança contemporânea "Dança para todos os corpos". Tudo de forma virtual - pela plataforma Zoom -, em razão da pandemia do novo coronavírus.  

"Canto dos Malditos" é um espetáculo solo de dança contemporânea que exacerba no corpo a solidão, o fracasso, a tristeza e a desesperança frente às atrocidades da vida. Abranches traz para a cena um desabafo, seus conflitos e questões sobre o homem e a sua inconsistência, sobre a precariedade das relações que nunca se completam, sobre o amor e o abandono, o canto de todos os malditos. A desestética do movimento é sentida pelo abandono e pela rejeição, entendendo que o alívio está no amparo do amor.

O "Canto dos Malditos" nasceu de uma outra obra, também criada por Marcos Abranches, chamada "D... Equilíbrio", que estreou em 2014. Inspirado especialmente no filme "Bicho de Sete Cabeças", de Laís Bodanzky, adaptado do livro "Canto dos Malditos" de Austregésilo Carrano, o solo reflete a relação entre equilíbrio e desequilíbrio dentro da parcialidade de movimento do dançarino.

A desestética do movimento é sentida pelo abandono e pela rejeição, entendendo que o alívio está no amparo do amor. Nessa nova versão, estreada em La Paz, Bolívia, em outubro de 2018, Marcos Abranches teve a provocação dramatúrgica assinada por Sandro Borelli, com quem já trabalhou nos primeiros anos da sua carreira artística. Com isso, aprofunda-se na investigação no movimento de um corpo que se apresenta precário na sua essência.

Marcos Abranches utiliza da própria deficiência como referência de estudo para a construção de sua linguagem artística corporal, sendo o único coreógrafo brasileiro com paralisia cerebral a propor um estudo sobre dança contemporânea.

SERVIÇO

Espetáculo "Canto dos Malditos" nesta quarta (14), às 21h, e quinta (15), às 16h e 21h. A oficina "Dança para todos os corpos" será nesta quarta (14), às 16h. O espetáculo tem direção geral, artística, concepção e coreografia de Marcos Abranches. Orientação dramatúrgica de Sandro Borelli; ambientação sonora de Pedro Simples; vídeo de Teo Ponciano; operação de vídeo, som e luz de Pedro Simples; e direção de produção de Solange Borelli - Radar Cultural Gestão e Projetos. A apresentação é de 45 minutos com classificação livre. Em Bauru, o espetáculo conta com o apoio da Sociedade Amigos da Cultura (SAC). Inscrições para a oficina e reserva de ingressos para o espetáculo podem ser feitos através do https://www.sympla.com.br/marcosabranchesecia

Saiba mais

Marcos Abranches iniciou sua trajetória como artista independente em 2007, trabalhando como coletivo artístico que agrega artistas de diversas linguagens. Traz no seu cerne as experiências de ter atuado na Cia. FAR 15, atuando nos espetáculos "Senhor dos Anjos", "Jardim de Tântalo e Metamorfose", de Franz Kafka, trabalhos dirigidos e coreografados por Sandro Borelli. O coletivo de artistas criados por Marcos inicialmente, se chamava Vidança Cia., mas desde 2017, o grupo passou a ser chamado de Marcos Abrances & Cia. As principais obras de seu repertório são "Formas de Ver", "Via de regra", "Corpo sobre tela", "Canto dos Malditos" e "O Grito". 

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