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Cultura

'Acidentes felizes'

18/10/2020 - 05h00

Sobre as gravações terem ocorrido em menos de uma semana, Bruce Springsteen mal pôde acreditar. Há discos, ele conta, cujas gravações duraram mais de um ano. "Normalmente eu gravo demos [fitas de demonstração, sem qualidade final], mas é sempre um erro, porque você acaba gostando demais daquela fita e tem problemas em deixar algumas ideias de lado para a gravação final. Então, não pré-gravei nada para a banda ouvir antes", diz. "Eu tinha as músicas registradas no meu iPhone, só no violão. Não fiz mais nada até que a E Street Band chegasse. Então, foi assim, eu tocava para eles no violão, eles aprendiam na hora, entrávamos no estúdio e gravávamos, todos tocando ao mesmo tempo, ao vivo. Gastamos umas três horas por música, umas duas músicas por dia e, nuns quatro ou cinco dias, estava feito. É um recorde para a gente, sem dúvida. Nós já tínhamos gravado discos em três semanas, mas nunca assim. Se você assistir ao filme, verá a mecânica de como nossa banda funciona. O filme é bem legal ao documentar bem isso. Eu fiquei muito feliz em gravar tão rápido porque, de outra forma, eu fico louco tentando descobrir o que é que estou fazendo, afinal." A bela sequência de fotos que estampa a capa do disco foi realizada no Central Park. Apesar de ter sido feita há cerca de dois anos, ela caiu como uma luva no projeto. "No final, é tudo uma questão de acidentes felizes; é como a criatividade funciona", diz.

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