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'Beleza GG' mostra evolução das carreiras das modelos

Segunda temporada, que foi rodada antes da pandemia, estreia nesta quinta-feira à noite com muitas novidades

por FolhaPress

14/01/2021 - 05h00

Divulgação

As modelos Denise Gimenez, Mayara Russi e Fluvia Lacerda estão de volta

A moda não tem tamanho, a beleza não tem padrão. O programa "Beleza GG", do canal E!, já mostrou isso em sua primeira temporada, que foi ao ar no final de 2018, acompanhando a rotina de três modelos plus size, que conquistaram carreiras de sucesso e contrariaram a ideia de que modelar tem a ver com magreza.

Fluvia Lacerda, Mayara Russi e Denise Gimenez voltam nesta quinta-feira (14) agora para mostrar, na segunda temporada, a evolução de seus trabalhos. Mayara deve revelar se conseguiu alavancar sua carreira internacional, como pretendia, Fluvia retorna focada em sua própria coleção de moda praia, e Denise mostra seus novos rumos.

"Confesso que fiquei chocada com o sucesso da primeira temporada. As pessoas têm curiosidade enorme para saber do nosso mundo, e a gente tem um 'zilhão' de coisas para explorar porque realmente é um mundo inusitado. As pessoas se perguntam 'nossa, modelo gorda?', porque era uma coisa que não tinha mesmo", afirma Fluvia.

Ela mesma, que começou a carreira no Exterior, afirma que se surpreendeu com a falta de representatividade na moda brasileira. "Eu fui contratar um assessor de imprensa e ele disse que aqui no Brasil isso jamais iria rolar. Isso era 2007, a gente já deu saltos gigantes, hoje a gente tem um monte de marcas [usando modelos plus size]."

E se a moda tem mudado, "Beleza GG" não fica para trás. A segunda temporada, rodada antes da pandemia, vem com novidades: a chegada da modelo Nahuane Drumond, do catálogo da Ford Models e que trabalha como modelo em Londres há dois anos, e um concurso para encontrar um novo rosto da moda curve.

O concurso, promovido pela Ford Models, será mostrado nos dois primeiros episódios. As novas aspirantes a modelos terão que mostrar tudo que sabem e impressionar os jurados, e a vencedora terá seus primeiros passos no mundo da moda registrados pelo programa.

 

Novos tempos

"O que o programa está mostrando é o básico do básico. Padrão de beleza e gordofobia fazem parte das perguntas erradas, arcaicas. Nos EUA, você não pode perguntar a idade de uma mulher, se ela quer ter filhos ou sobre emagrecimento. Isso já está imperativo. Dentro do reality, a gente tem um universo para explorar", diz Fluvia Lacerda. Mayara Russi continua: "Só o fato de a gente transmitir uma imagem diferente em todos os sentido - de se vestir, de raciocínio, de convivência -, poder mostrar às mulheres que elas podem, é muito gratificante.

São várias correntes quebradas, que na cabeça das mulheres é libertador". O retorno do público, elas contam, vem também de mulheres magras, que também se veem pressionadas para manter um padrão de beleza irreal.

Segundo Fluvia, são mulheres que afirmam passar fome e exagerar na academia, mas que mudaram a forma de ver seus próprios corpos depois do programa. "São comentários como 'você libertou minha cabeça'. Não é uma questão apenas da mulher gorda. Você está se tratando com respeito? Você está se agredindo? É triste ouvir que uma mulher linda, inteligente se maltratou tanto", diz ela. "Todas sofrem com isso, mas as mulheres gordas sofrem duas vezes, com a gordofobia e a cobrança estética", conclui Mayara.

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