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Cultura

Quadrinhos unem banda de Jaú com Golden Guitar, herói dos anos 1960

Autor de demais HQs com personagens brasileiras, Nunes lança edição única de homenagem à banda de Jaú, "Os Patrões"

por Ana Beatriz Garcia

20/01/2021 - 04h57

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Capa de "Os Patrões apresentam Golden Guitar", nova revista em quadrinhos de Luís Carlos Nunes

Depois de criar heróis brasileiros em suas HQs, o ilustrador Luís Carlos Tavares Nunes, morador de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru), criou uma nova revista em edição fechada para homenagear a banda "Os Patrões", da qual é fã e apoiador. A história ainda se passa na cidade de Jaú (47 quilômetros de Bauru), de onde são os músicos e onde o ilustrador cresceu e tem profunda admiração.

A aventura ainda dá conta de unir "Os Patrões" a um herói dos quadrinhos 'brazucas' dos anos 1960, o Golden Guitar. No enredo, um show de "Os Taióbas" - banda de Renato Fortuna, o Golden Guitar - será realizado na cidade dos calçados, em comemoração aos 50 anos de carreira. Os escolhidos para abrir o evento são "Os Patrões" que passarão por uma situação desafiadora para salvar o evento das investidas de sabotagem da vilã do HQ a Diabólica Cléo.

"Ela já é a vilã dos quadrinhos do Golden Guitar que aparece também nessa revista para tentar acabar com o show das bandas. Além dela, também temos a participação especial de personagens como Marcelo Rezende e Percival de Souza, comentando o ocorrido", comenta o autor do quadrinho.

HOMENAGEM

A obra é uma homenagem de Luís Carlos à banda "Os Patrões", de Jaú, formada por Luiz Henrique Spilari (vocal e baixo), Rafael Gianini (guitarra e vocal) e Armando Chratello (bateria) que nasceu da influência de bandas de garagem, em meados de 1997. "Também sou músico, além de ilustrador. Penso que temos que prestigiar os nossos artistas locais e gostaria de poder fazer HQs com outras bandas também. Além disso, é uma homenagem aos quadrinhos brasileiros que tem que ser valorizados. Golden Guitar foi um grande sucesso", comenta Luís.

A edição de "Os Patrões apresentam Golden Guitar" foi lançada, de forma independente, pela Editora Universo e não tem numeração. "Ela é única, uma edição fechada, com o diferencial da participação de Golden Guitar", comenta o quadrinista.

OUTRAS EDIÇÕES

Luís Carlos já havia feito aventuras regionais em "Teofania" e em "Alfa: A Primeira Ordem" (Kimera Quadrinhos) que foram produzidas apenas com super-heróis 100% brasileiros - e dois personagens, Supraion e Arcânia - cujas histórias originais se passam em Bauru. "Existe HQ brasileira desde muito antes de 1970. Além dos mais famosos como Turma da Mônica, tem muita coisa boa pra toda a família ler, para as crianças conhecerem", reforça o autor do HQ que já está sendo vendido.

SERVIÇO

A HQ "Os Patrões apresentam Golden Guitar" pode ser encomendada pela página oficial da revista em https://www.facebook.com/OsPatroesemQuadrinhos/ ou diretamente na Editora Universo por meio do e-mail: [email protected]

Quem é Golden Guitar?

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Golden Guitar, herói dos quadrinhos nacionais

Para aproveitar a "onda" da Jovem Guarda, em alta nos anos 1960, e para substituir a série "Archie", a editora paulistana Graúna, formada por uma equipe do "Jornal da tarde", resolveu lançar um super-herói que encarnasse aquele espírito dos simpáticos "teenagers".

Golden Guitar era um herói mascarado de uniforme no estilo "mod-londrino". Não possuía superpoderes, mas em compensação tinha como arma uma guitarra dourada cheia de truques, que atirava "mil trecos" (servia como metralhadora, arpão, zarabatana...), e um "carrão" Abarth "hi-tech" estilo "Astor Martin" do 007.

Os roteiros do Golden Guitar, criados em equipe, narravam as aventuras do cantor de iê, iê, iê Renato Fortuna (inspirado em Roberto Carlos) que, auxiliado por seu mordomo Oliver, se transformava em super-herói para combater o mal. Na identidade de Renato, o jovem herói era acompanhado por sua banda "Os Taiobas", formada por Bolha, Beto e o balofo Bolão e por sua "mina", Verinha. Mas o único que conhecia o segredo de Golden Guitar/Renato era o fiel mordomo Oliver.

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