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Cultura

Sons que cativam e se tornam atemporais

Além do álbum solo, Tuia Lencioni tem outro projeto só com rock rural, que será gravado com Guarabyra, Zé Geraldo, Ricardo Vignini e Zeca Baleiro

por Estadão Conteúdo

02/05/2021 - 05h00

Divulgação

Tuia Lencioni se prepara para lançar o álbum "Horizonte em Queda Vertical"

Nascido na cidade de Jacareí, no Vale do Paraíba, Tuia Lencioni, 48 anos, começou a se interessar por música ainda pequeno, aos 9 anos. Na adolescência, vivida nos anos 1980, ouvia nomes que puseram o pé na estrada na década anterior, como Tavito, Sá, Rodrix & Guarabyra, Zé Geraldo e Renato Teixeira, e o rock brasileiro que começava a dominar as rádiosPaís.

No seu "quintal", como gosta de dizer, o que predominava era o som dos violeiros que se reuniam nas praças, mercados e em festas religiosas, como a do Divino. "Para mim, não tinha diferença do que eu ouvia na mídia e o que tocavam na cidade. Era tudo música", diz Tuia, que hoje mora em São José dos Campos, também na região do Vale.

Com as canções de Teixeira, descobriu que a música regional, a chamada MPB e o folk americano - a música folclórica - podiam conviver de forma natural. Nos anos 1990, quando formou a banda de rock regional Dotô Jéka, fez uma versão mais pesada do clássico Romaria. A banda durou quase uma década e, no começo dos anos 2000, Tuia se lançou em carreira solo. Os anos 1970, a viola e o violão, o rock rural e o folk nunca saíram de sua música.

FLORES DA MANHÃ

Prova disso é o single Flores da Manhã, composição dele com um de seus ídolos de adolescência, o Guarabyra. A música irá fazer parte do álbum autoral "Horizonte em Queda Vertical", previsto para sair em outubro deste ano. O segundo single, Sinais de Amor, uma declaração de amor à esposa, Lisa, saiu em abril.

A gravação de Flores da Manhã juntou os dois autores ao cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro. Tuia justifica a escolha. "Zeca tem o disco Líricas, muito folk, que foge um pouco dos outros trabalhos dele. Quando ele veio fazer um show aqui no Vale, em Monteiro Lobato, em um lugar que chamamos de Woodesterco, eu fui falar com ele. Contei a ele que tinha feito uma música com o Guarabyra que tinha muito a ver com o Líricas. Ele me contou que pensou muito em Sá & Guarabyra quando fez esse disco. Mandei para ele ouvir, ele gostou. Fomos para o estúdio sem ideia do que íamos fazer e optamos por fazer algo simples, com cara dos anos 1970. Tudo se encaixou", conta.

Além do disco solo e autoral, Tuia tem outro projeto aprovado no ProAc - o programa de incentivo à cultura do governo de São Paulo - só com rock rural, que será gravado juntamente com Guarabyra, Zé Geraldo, o violeiro Ricardo Vignini e a participação de Baleiro. "Eu tenho esse lado de juntar a turma. É um traço da minha geração que pegou o final da estrutura das gravadoras. Então, eu mesmo ponho a mão na massa."

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