Bauru e grande região

Cultura

Música que abre novos caminhos

O jovem bauruense Felipe Bueno Rodrigues Baldo chegou a uma das mais renomadas escolas de música em Viena, Áustria

por Ana Beatriz Garcia

02/05/2021 - 05h00

Divulgação

Aos 21 anos, o bauruense Felipe Bueno Rodrigues Baldo foi aprovado em uma das mais prestigiadas universidades de música em Viena, na Áustria

Com apenas 7 anos, ele já era completamente apaixonado por música. Habituado a ver os pais tocando, nessa idade, ele já estava fazendo os primeiros acordes de violino na igreja, ao lado da família. A história que começou não há muito tempo - já que ele tem apenas 21 anos atualmente - chegou em um momento marcante. Depois de anos compondo orquestras sinfônicas, o bauruense Felipe Bueno Rodrigues Baldo deixará o Brasil para estudar música em Viena, na Áustria.

O que era um sonho antigo e visto como inalcançável, tornou-se real neste ano, após uma seleção desafiadora para ingressar na Universidade de Música e Artes da cidade de Viena - Musik und Kunst, uma das mais prestigiadas no mundo. "Em janeiro deste ano, de forma virtual, por conta da pandemia, eu tive que preparar um vídeo de 30 minutos com peças, uma atrás da outra, e enviar para a seleção. É como se fosse um concerto, sem pausas", explica o violinista que obteve sucesso e foi aprovado com a apresentação.

A experiência na música começou na Orquestra Sinfônica Municipal de Bauru, onde teve sua primeira passagem por orquestras, dos 11 aos 17 anos. "Tenho total gratidão, porque foi onde surgiu a vontade de seguir com a música e minha paixão pela música orquestrada", conta. Ainda durante seus últimos anos na Orquestra Sinfônica Municipal da Bauru, Felipe estudou no Conservatório de Música de Tatuí, para onde ia com transporte municipal até se mudar para lá.

TRAJETÓRIA AO SONHO

Depois de quatro anos de aulas, mais bagagem e conhecendo outros profissionais, foi a vez do jovem se mudar para São Paulo. "Entrei para a Orquestra Jovem do Estado, onde estou até hoje. Por lá, conheci muitos festivais que tive oportunidade de participar. Neles, conheci professores de fora do País e começou a surgir, mais fortemente, a vontade de estudar fora", comenta.

Mas a semente, realmente, foi plantada há três anos quando Felipe participou do Ilumina Festival, organizado por Jeniffer Stumm, violista professora em Viena na Musik und Kunst, universidade em que Felipe estudará. "Foi um festival de música de câmara com 21 jovens, vários solistas internacionais, em uma fazenda em imersão de alguns dias. Alí, eu pensei que teria chances de ir, de tentar uma bolsa para conseguir estudar fora e comecei a conversar com os meus professores sobre isso", relembra.

PRÓXIMOS PASSOS

Apesar de aprovado e extremamente feliz pela mudança que será em agosto deste ano, Felipe ainda calcula que precisará de uma reserva de R$ 60 mil para conseguir se manter nos primeiros seis meses de curso. "Estou muito ansioso e na expectativa por juntar esse dinheiro, por meio de uma vaquinha que fiz. Ainda não foi disponibilizado o concurso de bolsa de estudos, mas assim que for, tentarei conseguir ao menos uma boa parcela de desconto", revela o músico. "Já estou me mobilizando, tocando no metrô, nas orquestras e realizando saraus para conseguir levantar o dinheiro, mas vou precisar da ajuda para que esse sonho se torne realidade", completa.

Ainda que com essas dificuldades, o músico garante que todo o processo para a mudança está sendo resolvido e que os próximos quatro anos serão de estudos em Viena. "A Europa é berço da música clássica. Sempre vi os profissionais de lá com muita admiração, sempre quis aprender lá, com esses músicos. Este é um grande salto na minha carreira", finaliza Felipe.

Para quem se interessar em ajudar Felipe de alguma forma, entre em contato pelo (14) 99777-7048. A vaquinha do músico está disponível em: encurtador.com.br/pHP12

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