Bauru e grande região

Cultura

Inspiração e cores pelas mãos de L7Matrix

Artista plástico bauruense, conhecido por suas pinturas internacionalmente, retorna ao Brasil e deixa obra no Centro Cultural

por Ana Beatriz Garcia

08/05/2021 - 05h00

Aceituno Jr

L7Matrix deixou pintura no Centro Cultural, em Bauru, nesta sexta-feira (7)

Nascido em Bauru no final dos anos 1980, o artista plástico L7Matrix deixou seus primeiros traços pelos muros da cidade ainda na adolescência. Anos mais tarde, depois de espalhar sua arte por uma longa lista de galerias internacionais, eventos e ruas de 43 dos 47 países que já visitou no mundo, ele retornou ao Brasil e deixou sua marca no Centro Cultural de sua cidade natal.

A ideia partiu dele e foi apoiada pela Divisão de Ensino às Artes (DEA) da Secretaria de Cultura, por intermédio do artista visual e instrutor artístico do DEA, Sérgio de Campos Oliveira, conforme o JC Cultura noticiou nessa sexta-feira (7). A pintura no Centro Cultural deixa a assinatura do artista através de seu estilo de pintura. "Fiz um trabalho recente em uma galeria em Rouen, na França, que foi a série espectros. Eram rostos anônimos, como se fossem espíritos de luz, com muito movimento. Mesmo que a imagem seja estática, não consigo pintar sem acrescentar movimento."

Assim como em todos os seus trabalhos, a obra para o Centro Cultural não foi diferente: a inspiração do artista fica livre para o que vier. "Coloco um fone e me conecto com a música. Gosto disso, da forma espontânea de pintar, da liberdade de criação. Eu gosto de fazer de acordo com o local, a hora e a inspiração do momento. Pra mim, não existe certo e errado, bom e ruim. A pintura é acidente. Sem acidente, não é obra de arte", reflete o artista.

PRESENTE

Para L7Matrix, voltar à cidade e ter a oportunidade de pintar o Centro Cultural, é lembrar dos velhos tempos, em que pintava nas ruas de Bauru na improvisação. "Deixei um presente pra minha cidade. Lugar que eu cresci, fiz meus primeiros traços, que é cidade da minha avó, da minha mãe e que, independentemente de onde eu more, sempre terá uma ligação comigo", afirma.

Ele ainda conta que o interesse por arte veio desde a infância, quando até chegou a fazer aulas de pinturas tradicionais. "Mas foi quando me mudei para São Paulo que comecei a conhecer mais sobre o grafite, sobre a arte urbana. O legal de pintar na rua é que seu trabalho fica disponível para todos, é um presente que você deixa para as pessoas, independente de qualquer coisa", ressalta.

Atualmente, L7Matrix trabalha em três galerias na França e, de acordo com ele, já foi listado entre os 100 melhores artistas visuais do mundo. "Já estive entre os 50 também. Na busca por Street Art no Brasil, sempre se destacam o Kobra e eu", comenta.

"Apesar de estar, hoje, vendendo minhas telas, sempre que posso faço arte urbana. Eu gosto do processo de transformação. Além disso, através da minha caminhada, consegui incentivar outros artistas. Quando eu comecei, não tinha muitas referências e, hoje, é bom poder dar esse incentivo", finaliza o artista que volta para a França, nos próximos dias, para se preparar para uma exposição em Genebra, na Suíça.

Mais informações sobre o artista no Facebook e Instagram: @l7matrix

Por que L7Matrix?

Discreto e mantendo o mistério em relação ao seu rosto - uma de suas marcas é aparecer de costas, ao lado de suas artes -, L7Matrix também leva significados e conceitos para seu nome artístico. "L" corresponde à primeira letra de seu nome, o "7" foi escolhido por seu segundo nome começar com a sétima letra do alfabeto, ter sete letras e sua mãe ter tido filhos de sete em sete anos. "Matrix é porque nós vivemos em uma grande matrix. Então, 'L7Matrix' sou eu na matrix", explica o artista.

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