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Economia & Negócios

Classe C não abre mão de conquistas

Produtos premium, como cervejas, permanecem na lista de famílias que, dependendo da situação, mantêm itens, mas optam por trocar marcas

por Marcele Tonelli

08/05/2016 - 07h00

De cordo com o levantamento realizado pela Nielsen e Kantar Worldpanel junto à Apas, outro grupo que também não quer abrir mão de suas conquistas, como a compra de produtos premium - tais como cervejas - mesmo diante da crise, é a classe C. Como solução, esse grupo procura economizar adquirindo marcas mais acessíveis de produtos de outras categorias, como as de limpeza.

“A migração está acontecendo por conta da necessidade de cada consumidor. Se ele está empregado continua consumindo. E aquela família que já tem dois desempregados, por exemplo, tem buscado de alternativas e ofertas”, ressalta Jad Zogheib, supermercadista de uma rede de supermercados de Bauru.  

Desempenho

A Apas prevê fechar o ano de 2016 com queda de até 2% nas vendas. Esse será o terceiro índice anual negativo do setor, que emprega hoje aproximadamente 520 mil pessoas em todo o Estado.

“Não vai piorar, pelo contrário, temos expectativa de um 2017 positivo. O Brasil já chegou ao pico do pior. A tendência agora é melhorar”, ressalta Pedro Celso.

A análise apontou que o setor supermercadista brasileiro faturou R$ 315,7 bilhões em 2015, representando um crescimento nominal de 7% em relação ao ano anterior, o que significa 5,5% do PIB brasileiro.

O Estado de São Paulo teve um desempenho dentro da média nacional. Faturou R$ 92,8 bilhões em 2015 com um crescimento nominal de 7%. A 32ª Feira APAS reuniu entre 02 e 05 maio, cerca de 71 mil varejistas, atacadistas, empresários e executivos do segmento.