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Economia & Negócios

Eike Batista é preso pela 2ª vez

É suspeito de usar empresa laranja em Bolsas

por FolhaPress

09/08/2019 - 06h00

Rio de Janeiro  - O empresário Eike Batista foi preso temporariamente nesta quinta-feira (8), pela segunda vez, agora pela Operação Segredo de Midas, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, sob suspeita de atuar num esquema de manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Thor e Orlin, filhos do empresário.

Há ainda um mandado de prisão preventiva contra Luiz Arthur Andrade Correia, que não foi localizado em seu endereço --há suspeita de que ele esteja nos EUA. Agentes também fizeram busca e apreensão em endereços ligados a José Gustavo de Souza Costa, ex-diretor-presidente da CCX, do Grupo EBX, de Eike.

O juiz Marcelo Bretas também determinou o bloqueio de bens até o valor de R$ 1,6 bilhão em nome d e Eike e seus dois filhos alvos da ação.

A operação é fruto da delação premiada do banqueiro Eduardo Plass, dono do TAG Bank, do Panamá, e outros sócios e funcionários da instituição financeira.

No total, foram movimentados R$ 800 milhões ilegalmente, segundo o Ministério Público Federal.

  

OUTRO LADO

O advogado Fernando Martins, que defende Eike, disse considerar a prisão ilegal.

"A prisão temporária de Eike Batista foi decretada com o fundamento de que fosse ouvido em sede policial sobre fatos supostamente ocorridos em 2013, tratando-se, portanto, de uma prisão sem embasamento legal", afirmou o advogado.

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