Bauru e grande região

Economia & Negócios

Bolsonaro descarta nova CPMF

Fala foi após secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, admitir mudança do Imposto de Renda e eventual 'compensação'

10/08/2019 - 04h54

Antonio Cruz/Agência Brasil

Presidente, em solenidade de promoção de oficiais-generais

Brasília - O presidente Jair Bolsonaro (PSL) negou nesta sexta-feira (9) que seu governo tenha planos de recriar a CPMF por meio da reforma tributária que será apresentada semana que vem ao Congresso.

"Já falei que não existe CPMF. O que ele [Marcos Cintra, Secretário da Receita] quer mexer, é tudo proposta. Não vai depois dizer lá na frente que eu recuei. Tudo é proposta", disse.

A declaração, feita na saída do Palácio da Alvorada, ocorre um dia depois de o secretário da Receita, Marcos Cintra, ter apresentado o projeto da equipe econômica para reestruturação tributária do país. Segundo ele, o texto terá um tripé formado por reforma do IR (Imposto de Renda), imposto único sobre consumo e serviços e uma contribuição previdenciária sobre movimentações financeiras.

O presidente foi questionado sobre se concordava com a criação de um tributo análogo à CPMF, que incida sobre as transações financeiras. O presidente disse que, com a reforma, o governo pretende facilitar o Imposto de Renda. 

 "Nós queremos facilitar o Imposto de Renda, aumentar a base, acabar com algumas deduções, diminuir o imposto máximo de 27,5%, diminuir um pouco. Essa que é a ideia: facilitar." "[Sobre] CPMF que eu posso falar: não [haverá]." 

Isenção

Bolsonaro defendeu o fim das deduções de gastos com saúde e educação como contrapartida para redução da alíquota do Imposto de Renda. "Muita gente arranja nota fiscal para justificar educação, saúde. A gente quer acabar com isso daí". Ele defende isenção para pessoas que ganham até cinco salários mínimos, o que equivaleria a R$ 4.990,00 (hoje, o benefício é válido para quem ganha até R$ 1.903,98).

Diagnóstico errado

Um homem na cidade de Tanabi, interior de São Paulo, deverá receber R$ 3 mil de indenização da Fazenda do Estado por um falso diagnóstico positivo para o vírus HIV, quando fez um exame de sangue, após sua mulher ficar grávida, em 2014.

Ler matéria completa