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Economia & Negócios

Nova CPMF enquadraria até Netflix e Uber

No mesmo evento, ministro Paulo Guedes defendeu a volta do imposto

por FolhaPress

06/09/2019 - 06h00

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ainda  que a sociedade terá que tomar uma decisão sobre a volta de um imposto sobre movimentação financeira. 

Guedes defende que haja uma diminuição nos encargos trabalhistas, mas que em contrapartida seja criado um imposto nos mesmo moldes da antiga CPMF (Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira), aplicada entre 1997 e 2007. O ministro disse que seria uma maneira de taxar, por exemplo, transações financeiras relacionadas a empresas como Netflix (streaming) e Uber (aplicativo de transporte).

"O que você prefere? Bota 0,2% aí, o FHC criou [a CPMF], arrecadou tão bem. O padre pagou, o traficante pagou, porque almoçou tá lá cobrando. Então vamos ter que escolher, cair o encargo trabalhista de 20% para 10%, 15%, com o imposto sobre movimentação junto", afirmou Guedes.

"Vamos dar essa escolha para a sociedade. Como pego o Netflix, o Uber? Assim eu pego. Podemos arrecadar R$ 100 bilhões, R$ 150 bilhões e podemos criar também 5 milhões de empregos com a diminuição do encargo trabalhista." O imposto, que ainda não tem nome, entraria na reforma tributária que será enviada ao Congresso nos próximos meses. Guedes não deu uma data precisa de quando será finalizada a proposta.

PILANTRÓPICAS

Não é só a nova CPMF que causa polêmica. Entre as medidas que têm o aval do ministro está a reversão da desoneração previdenciária de algumas instituições filantrópicas. Guedes disse inclusive que algumas delas não cumprem devidamente sua finalidade e atuam como "pilantrópicas".

Mesmo assim, o ministro demonstrou ceticismo com a determinação do Congresso Nacional em aprovar as compensações. "Obviamente bondades serão aprovadas e maldades não (na PEC paralela). Aí amplia o buraco mais um pouquinho (na economia da reforma)", resignou-se.

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