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Pré-sal tem megaleilão nesta quarta

Governo fará novo leilão em 2020 caso encalhem áreas que estarão ofertadas; expectativa é de arrecadar R$ 106 bilhões

por FolhaPress

06/11/2019 - 06h00

Tomaz Silva/Agência Brasil

Ministro Bento Albuquerque fala sobre a possibilidade de recorde

Rio de Janeiro - O leilão das quatro áreas da cessão onerosa está marcado para esta quarta-feira (6) no Rio de Janeiro e a expectativa do governo é receber R$ 106 bilhões pelas quatro áreas a serem ofertadas. No entanto, o governo considera a possibilidade de uma nova rodada em nove meses se não houver interessados por algum dos blocos.

"Se não forem leiloadas algumas das áreas, vamos analisar para recalibrar os dados, e acredito que, em oito ou nove meses, essas eventuais áreas [não vendidas no leilão desta quarta] retornem para novo leilão", disse Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia durante um evento nesta terça-feira (5).

O ministro lembrou que, no leilão da 16ª rodada, somente metade das áreas foi arrematada e "nem por isso deixou de ser um sucesso".

Segundo ele, a previsão inicial do governo para essa rodada era de R$ 3 bilhões em lances pelos blocos e, mesmo com 50%, foram arrecadados R$ 8,9 bilhões.

Para o megaleilão, a Petrobras exerceu preferência em dois blocos: Búzios (em produção desde 2018) e Itaipu, com operação prevista para 2021. No mercado, há dúvidas com relação à venda das áreas de Sépia e Atapu, para as quais a Petrobras não exerceu direito de preferência.

A avaliação é que o risco é maior sem negociações prévias com a estatal a respeito de ressarcimento de custos e investimentos necessários para produzir as reservas.

Caso somente haja interessados por Búzios e Itaipu, o governo deverá arrecadar R$ 69,8 bilhões, reduzindo o valor esperado para o rateio entre estados e municípios.

Pelos demais campos, os vencedores terão de pagar R$ 13,7 bilhões, como bônus de assinatura por Atapu, e R$ 22,8 bilhões, por Sépia.

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