Bauru e grande região

Economia & Negócios

Bolsa brasileira vai a 109 mil pontos

Cotação é novo recorde em toda a história do índice; dólar também sobe a R$ 4,09, maior patamar desde 21 de outubro

por FolhaPress

08/11/2019 - 06h00

Pilar Olivares/Reuters

Notas de R$ 20: entre as moedas dos países emergentes o real foi a que mais desvalorizou

São Paulo - A Bolsa brasileira renovou seu recorde nesta quinta-feira (7). O Ibovespa fechou acima dos 109 mil pontos pela primeira vez na história, com uma alta de 1,13%. O desempenho do índice foi em linha com o exterior, que também teve recorde de Dow Jones e S&P 500.

Com mais um leilão de áreas do pré-sal sem a participação do estrangeiro, o dólar subiu pelo segundo pregão seguido. Com alta de 0,31%, a cotação da moeda foi a R$ 4,0940, maior patamar desde 21 de outubro.

Depois de abrir em queda e chegar a R$ 4,04, o dólar passou a subir por volta das 10h, com o início do leilão, e chegou à máxima de R$ 4,103 por volta das 14h. Assim como na quarta (6), Petrobras e chineses foram os únicos a apresentar ofertas.

A ausência de empresas estrangeiras frustra a expectativa de investidores de uma entrada massiva de dólares no país, o que levaria a cotação da moeda a depreciar. Sem a entrada de dólares, o contrário acontece, investidores não apostam mais na queda da moeda e a cotação se valoriza.

Dentre emergentes, o real é a divisa que mais se desvalorizou na sessão. Na semana, o seu desempenho só não é pior que o Florim húngaro.

RECORDE

O Ibovespa subiu 1,13%, a 109.580 pontos, novo recorde. O giro financeiro foi de R$ 20,256 bilhões, acima da média diária para o ano. 

A alta do índice foi sustentada pelo bom desempenho das ações da Petrobras. Com a notícia da venda da Liquigás por R$ 3,7 bilhões para o grupo formado por Copagaz, Itaúsa e Nacional Gás Butano, as ações da petroleira foram aos maiores valores desde 2010. 

As preferenciais, mais negociadas, subiram 3,6%, a R$ 30,78 e as ordinárias, com direito a voto, 3,2% ,a R$ 33,45. 

Ler matéria completa