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Economia & Negócios

Governo prepara corte de R$ 6 bi

Ministério da Economia vai reduzir as despesas nos Estados; cenário impacta aposentadorias e benefícios atrelados ao mínimo

12/01/2020 - 06h00

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ministro da economia, Paulo Guedes, trabalha no enxugamento

Brasília - O governo terá de buscar formas de compensar despesas acima do previsto no Orçamento. O Ministério da Economia deverá cortar até R$ 6 bilhões de ministérios.

A inflação acima do esperado pressiona ainda mais as estimativas de despesas e cenário impacta aposentadorias e benefícios sociais, atrelados ao salário mínimo ou indexados a índices de preços.

Líderes do Congresso querem ainda estender para 2020 o 13ª ao Bolsa Família. O governo não prevê esse gasto.

AJUSTE DE GASTOS

O teto de gastos já foi alvo de pressão do núcleo político do governo, inclusive do presidente Jair Bolsonaro.

A medida de ajuste fiscal, por outro lado, foi defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Eles saíram vitoriosos nessa disputa de 2019.

O governo precisa escolher onde gastar, pois o espaço é limitado. Neste ano, toda a margem sob o teto foi usada e não há como ampliar gastos.

Bolsonaro decidiu, no fim de 2019, reajustar o salário mínimo de R$ 998 para R$ 1.039, acima do valor previsto no Orçamento (R$ 1.031). Pelo lado dos cofres públicos, é mais gasto para o governo. O salário mínimo é referência para benefícios assistenciais e previdenciários, além do abono salarial e seguro-desemprego. Gastos previdenciários no valor do piso salarial subirão, gerando um aumento de quase R$ 300 milhões no ano.

Para abono salarial (espécie de 14º salário para trabalhadores de baixa renda), seguro-desemprego e BPC (benefício assistencial para carentes e deficientes), a estimativa de despesas passará por ajuste.

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