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Economia & Negócios

Bolsa sobe à espera de pacote dos EUA

A cotação do dólar comercial cedeu 1%, a R$ 5,08; o turismo está a R$ 5,19 na venda

por FolhaPress

25/03/2020 - 06h00

Guadalupe Pardo/Reuters

Bolsa brasileira disparou 9,7%, a 69.729 pontos, maior patamar desde a última terça (17)

São Paulo - Mercados globais viveram uma forte recuperação nesta terça-feira (24) com a expectativa de que um pacote de estímulos econômicos de cerca de US$ 2 trilhões seja aprovado pelo Senado dos EUA. A Bolsa brasileira disparou 9,7%, a 69.729 pontos, maior patamar desde a última terça (17). A cotação do dólar comercial cedeu 1%, a R$ 5,084. O turismo está a R$ 5,19 na venda.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones subiu 11,36%, maior valorização diária desde 1933. O S&P 500 teve alta de 9,4% e Nasdaq, de 8,12%. Após duas derrotas dos democratas no Senado, o pacote trilionário do governo de Donald Trump para amenizar o impacto econômico do novo coronavírus sobre companhias e famílias pode ser votado ainda nesta terça.

Na noite de segunda (23), Chuck Schumer, líder democrata no Senado, e Steven Mnuchin, secretário do Tesouro americano, disseram estar confiantes sobre um acordo entre republicanos e democratas para aprovar as medidas, que incluem cheques a famílias e empréstimos a empresas. Democratas derrotaram o pacote em duas votações na segunda. Eles pedem por mais ações aos desempregados e ajuda financeira aos estados.

PÁSCOA

Além do alívio financeiro que as medidas trariam, investidores reagiram positivamente à vontade do presidente Donald Trump de retomar as atividades nos EUA até a Páscoa, que será comemorada em 12 de abril.

Contribuiu ainda para a melhora no mercado a correção de preços após as fortes quedas dos últimos dias. As ações preferenciais (mais negociadas) da Petrobras, por exemplo, saltaram 15%, a R$ 13,25.

Magazine Luiza disparou 21,42%, a R$ 36,68. As aéreas Gol e Azul também tiveram fortes altas após corte na oferta de voos. O setor é um dos mais afetados na crise do coronavírus, com cancelamento de voos, fechamento de fronteiras e alta do dólar.

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