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Economia & Negócios

Economia criativa e eventos são setores mais afetados pela pandemia

Dados são do Sebrae, que preparou um plano de retomada das atividades para os pequenos negócios

28/06/2020 - 05h00

Pixabay

Setor de artesanato foi um dos que tiveram perdas significativas

O Sebrae anunciou no início deste mês, um plano de retomada das atividades para os pequenos negócios no País. A instituição mapeou os 14 setores (com 47 segmentos) mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, que representam 75% das PMEs (13 milhões de empresas) e são responsável por 22 milhões de empregos. A reabertura das empresas pelo Brasil seguirá os decretos e planejamentos municipais e estaduais, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal.

Entre os setores mapeados com a maior perda de faturamento, economia criativa e eventos (-77%), turismo (-75%), academias e atividades físicas (-72%) e artesanato (-68%) foram os mais afetados. Em parceria com a Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), do Ministério da Economia, o Sebrae elaborou protocolos, cartilhas e documentos orientativos (com respaldo em orientações dos órgãos de saúde nacionais e internacionais) para respaldar os pequenos empresários na reabertura segura das PMEs.

Todas as cartilhas separadas por setor e segmento estão disponíveis no site do Sebrae. Além dos setores citados acima, também foram mapeados: beleza; construção civil; peças automotivas; indústria de base tecnológica; logística e transporte; moda; pet shops e veterinárias; varejo tradicional; serviços de saúde; serviços educacionais; e serviços de alimentação.

A instituição focou em três principais frentes: saúde e segurança, local de trabalho e atendimento ao cliente. "Mostramos como lidar com a dinâmica da reabertura mitigando o risco de contágio", diz o diretor técnico do Sebrae Bruno Quick. 

CLIENTE

Segundo a instituição, o cliente terá papel importante na fiscalização dos estabelecimentos, tanto para apontar possíveis falhas, como para divulgar que o local segue todas as medidas de segurança.

"A palavra chave é cuidado. A empresa tem que cuidar bem do seu cliente e a reciprocidade é o compre do pequeno. Então teremos uma fiscalização participativa, vamos instrumentalizar um QRcode para cada segmento e nele haverá um check list (como boa sinalização de distância entre clientes, uso e disponibilização de álcool em gel, entre outras particularidades). Quando um cliente entrar e ver que a empresa está seguindo todos os cuidados, ele também pode apoiar a pequena empresa divulgando isso. A vida dos pequenos está muito sofrida, eles precisam de cuidado e só o Sebrae não dá conta. A ideia é que a sociedade abrace as pequenas empresas também", diz Quick.

Acesso a crédito

Mas como retomar as atividades em uma empresa que não fatura há três meses? O secretário da Sepec, Carlos da Costa, afirmou que "até o fim do mês, o crédito do FGI BNDES irá chegar na ponta", ou seja, as micro e pequenas empresas conseguirão ter acesso às linhas de crédito para enfrentar a pandemia.

Costa também afirmou que o Ministério da Economia ampliou e corrigiu falhas para a obtenção de crédito via Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) - programa que prevê o aporte para PMEs de R$ 15,9 bilhões do Tesouro Nacional - e que as atualizações do programa para os bancos inscritos devem acontecer ao longa da semana. O presidente do Sebrae, Carlos Melles, afirma que "o sistema financeiro não está pronto para emprestar ao pequeno".

O Sebrae viabilizou a alavancagem de R$ 7,5 bilhões em crédito pela Caixa Econômica com o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), operacionalizado por 12 instituições financeiras conveniadas ao Sebrae.

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