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Economia & Negócios

Equilibrar vida pessoal e profissional durante pandemia vira desafio diário

Maior parte dos profissionais tem problemas para conciliar os dois universos no home office e quase metade diz trabalhar mais

por FolhaPress

26/07/2020 - 05h00

Trabalhar em casa exige disciplina com horários e tarefas

São Paulo - A rotina de trabalho remoto na pandemia descortinou novos dilemas no mundo do trabalho - ou tornou mais comum alguns que sempre existiram, como a dificuldade de equilibrar a vida profissional e a pessoal.

Uma pesquisa realizada pela Escola de Administração de Empresas da FGV mostrou que a maior parte dos profissionais (56%) tem problemas para conciliar os dois universos. E quase metade dos 464 entrevistados disse que a carga de trabalho aumentou durante a quarentena.

Apesar das dificuldades, outro estudo, da consultoria Marz, mostra que a maioria dos profissionais (58,2%) afirma que conseguiu manter a produtividade ou até aumentá-la no home office. Os impactos dessa nova rotina estressante ainda estão sendo assimilados pelas empresas. "Sintomas de ansiedade, depressão, insônia e irritabilidade passaram a ser cada vez mais relatados ao RH", afirma Fabio Pecequilo, sócio da Mazars.

Ainda segundo o levantamento da consultoria, 86% das empresas brasileiras mandaram suas equipes inteiras, ou parte delas, trabalhar em casa.

Profissional da área de investimentos do Banco Pine, Maria Claudia Prado, 36 anos, estreou no trabalho remoto durante a pandemia e logo descobriu que, sem muita organização doméstica, não conseguiria dar conta do recado. Casada e mãe de um menino de dois anos, que deixou de ir para a escola, ela dispensou diarista e babá e precisou escalonar o tempo levando em conta a agenda do marido.

Mas conciliar os afazeres domésticos e profissionais não foi o único problema trazido pelo home office. Pesquisa interna do Banco Pine demonstrou, por exemplo, que a maioria dos colaboradores enfrentava dificuldades com a internet doméstica de baixa velocidade.

Não foi diferente nas empresas de pequeno porte. Dono de um escritório de arquitetura com 15 funcionários, o arquiteto Bruno Moraes, 34 anos, pôs toda e equipe em trabalho remoto em meado de março, tão logo começou a quarentena.

A infraestrutura tecnológica estava pronta. Só que faltavam, a boa parte da equipe, espaços domésticos adequados para trabalhar. Para resolver o problema, Moraes emprestou cadeiras do escritório e permitiu que todos levassem os seus computadores. Só assim, o "novo normal" deu certo para a maioria dos colaboradores.

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