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Economia & Negócios

Valorização: cotação do ouro bate recorde e se aproxima de US$ 2 mil a onça-troy

O metal está escasso no Brasil com alta de 28% em um ano

por FolhaPress

28/07/2020 - 05h00

São Paulo - O preço do ouro em dólares bateu recorde nominal (sem contar a inflação) nesta segunda-feira (27) pelo terceiro pregão seguido. O metal fechou cotado a US$ 1.935,18 (R$ 9.985,52) a onça troy (31,1035 gramas) em Londres, alta de 1,8%. Na máxima do pregão, foi a US$ 1.945,72. No ano, há uma alta de 28%.

Na Bolsa de Chicago, nos Estados Unidos, o contrato futuro do ouro com vencimento em dezembro (mais negociado) sobe 2%, a US$ 1.963,50 por volta de 18h. No ano, ele se valoriza 27%.

Os valores desbancam 2011, quando o metal chegou ao pico da alta iniciada na crise de 2008. Em 5 de setembro de 2011, o ouro fechou cotado a US$ 1.900 e durante o pregão do dia 6 de setembro de 2011, chegou a US$ 1.921,15.

BRASIL

Ajustado pela inflação americana, o recorde é de 1980, depois do segundo choque do petróleo, quando o metal foi a US$ 850, que equivalem a US$ 2.816,55 hoje.

No Brasil, o contrato de ouro negociado na Bolsa brasileira fechou em alta de 0,8%, a R$ 318,50 a grama. O contrato padrão no Brasil corresponde a um lingote de 250 gramas (R$ 79.625,00).

"É um metal escasso e, com a queda de juros, o seu custo oportunidade melhorou. Com juros baixo, não é tão ruim segurar ouro", diz Rodrigo Knudsen, gestor de fundos da Vítreo.

IBOVESPA

E em um dia de alívio no mercado financeiro global, a bolsa de valores fechou no maior nível em quase cinco meses. Em queda pela segunda sessão seguida, o dólar comercial fechou abaixo de R$ 5,20.

Aço

A produção de aço bruto brasileira caiu 17,9% no primeiro semestre deste ano, alcançando 14,219 milhões de toneladas, contra 17,324 milhões de toneladas em igual período do ano passado. A queda foi atribuída aos 13 altos-fornos paralisados em função da pandemia, dos quais apenas três retornaram à atividade. Foram paralisadas, também oito aciarias e três laminações.

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