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Economia & Negócios

Empresas americanas ignoram Trump e querem ficar na China

Na área tecnológica, relações comerciais prosperam entre os dois países

por FolhaPress

10/09/2020 - 05h00

Xangai - Apesar dos apelos e ameaças feitos pelo presidente Donald Trump, as empresas americanas na China não dão sinal de que vão deixar o país asiático e voltar para casa - ou para qualquer outro lugar.

Segundo pesquisa divulgada nesta quarta (9) pela Câmara de Comércio Americana em Xangai, 70,6% das 346 empresas afiliadas à entidade pretendem manter suas bases na China, ante 14% que consideram mudar para outros países e apenas 3,7%, que declararam querer voltar aos EUA. Outras não responderam.

A amostra é significativa porque Xangai é um grande centro econômico. A abalada Hong Kong, sob virtual intervenção política que lhe tirou parte da atrativa autonomia, funciona como entreposto de operações financeiras tanto para Pequim como para estrangeiros.

O estudo foi feito com a consultoria PwC de 16 de junho a 16 de julho. Apesar da disposição em ficar, 71% dos ouvidos consideram que a Guerra Fria 2.0 entre EUA e China, iniciada por Trump em 2017, seguirá sendo o maior problema para fazer negócio no país asiático nos próximos cinco anos.

A porcentagem de companhias que pretende aumentar suas operações na China caiu de 47,2% em 2019 para 28,6% neste ano.

AUSTRÁLIA X CHINA

A deterioração das relações entre China e Austrália ganhou um novo capítulo com a expulsão de dois jornalistas australianos, os últimos correspondentes do país em território chinês. Bill Birtles, da Australian Broadcasting Corporation (ABC), e Michael Smith, da Australian Financial Review (AFR), foram obrigados a deixar a China.

Segundo Smith, sete policiais chineses entraram em sua casa na semana passada e o cercaram enquanto liam uma declaração que o designava como parte em uma investigação de segurança nacional.

"Eles colocaram um holofote no meu rosto. Foi intimidador, eu estava ficando com muito medo", contou Smith à agência de notícias Reuters.

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