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Bolsonaro volta a falar em rever política de preços da Petrobras

Paralelamente às críticas do chefe do Executivo, o presidente da Petrobras, Luna e Silva, dá explicações ao Senado

por Estadão Conteúdo

24/11/2021 - 05h00

Agência Câmara

Ouvido no Senado, Luna e Silva admite "reajuste para baixo"

Brasília - Em mais um ataque à Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (23) que o governo busca rever a política de preços da estatal que alinha os reajustes dos combustíveis ao preço do barril de petróleo no mercado internacional.

"Tivemos problemas sérios no passado, além da corrupção: a questão da paridade com o preço internacional. Estamos buscando rever essa questão", disse Bolsonaro em entrevista à Rádio Correio, da Paraíba. A entrevista foi gravada na manhã desta terça-feira no Palácio da Alvorada, mas não constava da agenda oficial do chefe do Executivo.

Com a alta dos combustíveis comprometendo sua popularidade, Bolsonaro tem feito uma série de críticas à Petrobras e aos impostos cobrados por governadores sobre os derivados de petróleo. O presidente já chegou a dizer, por exemplo, que a estatal dá muito lucro.

RISCO

Paralelamente, o  presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, descartou qualquer risco de desabastecimento de derivados de petróleo no País, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. Questionado sobre as refinarias que estão sendo vendidas, ele afirmou que a Petrobras monitora todas as unidades que estão à venda e não há qualquer problema na produção.

A estatal colocou oito das suas treze refinarias à venda e até o momento conseguiu vender apenas três.

Segundo Luna, a refinaria de Mataripe, na Bahia, vendida para o fundo de investimentos Mubadala, está com fator de utilização de 91%, mesma média das outras refinarias da Petrobras no momento, e não 60%, como foi questionado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM).

REAJUSTE

O presidente da Petrobras afirmou que a empresa está há 30 dias sem reajustar os combustíveis e que analisa se fará um reajuste para baixo, mas que nada está decidido. Durante a sessão na CAE, os senadores sugeriram a criação de um fundo estabilizador para reduzir a volatilidade do preço dos combustíveis no mercado brasileiro, sugerindo o uso dos dividendos da empresa, enquanto outros parlamentares defendem a taxação das exportações do petróleo.

Luna, porém, alertou que a estatal não é a instância correta para essa cobrança, já que se trata de política pública. "A Petrobras contribuiu, mas é um tema que cabe ao Ministério da Economia e ao Congresso, mas é uma solução interessante em um momento de dificuldade", disse Luna sobre a possível criação do fundo para estabilizar os preços.

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